Sou espiritualista não pelas coisas que li, mas por conta das coisas que vivi na própria pele. Em tese era para eu passar longe de toda as questões de vida após a morte e da convivência estreita destes com os que cá estão, muitas vezes influenciando as suas existências, assim como com o que comumente se chama de carma - mas não é. Devia ter me mantido ao largo de tudo isso uma vez que passei 13 anos estudando em colégio de freiras e morria de medo de espíritos ou qualquer coisa que se assemelhasse a eles, pelo simples fato de que ainda muito pequena - 4 anos - tinha sonhos muito ruins com seres invisíveis que vinham me buscar para brincarmos. Até ai normal né? Só que num determinado momento dos sonhos aqueles seres judiavam de mim, invariavelmente me deixando apavorada. Então eu acordava chorando e meu pai vinha ficar sentado aos pés da minha cama até que eu voltasse a dormir, o que só acontecia quando eu via o dia clareando. Durante meses isso aconteceu todos os dias e só cessou depois que minha mãe foi a um centro espírita e lá mandaram fazer uma reza e colocar uma flor branca embaixo do meu travesseiro. Só soube disso muitos anos depois.
Outro fator que me defenderia de acreditar nessas coisas seria a característica de São Thomé: a teoria pode ser linda e lógica, mas quero sempre comprovações práticas ou, minimamente, fortes indícios de que a coisa acontece de verdade, caso contrário "nem a pau juvenal"!
Isso posto, quero contar aqui a primeira experiência que tive nesse sentido, porém ainda preciso contextualizá-la: eu devia ter 17/18 anos e há algum tempo estudava o espiritismo, cuja filosofia tomei contato por conta da morte do meu pai.
Outra informação necessária é a de que nos primeiros anos da minha puberdade eu sofria com cólicas terríveis que me faziam cair de cama e tomar tanto analgésico, um por cima do outro, a ponto de não saber como nunca tive uma orvedose, já que numa só vez. num intervalo de duas horas, tomei 8 (oito) analgésicos diferentes. Isso foi até que um dia um médico compadeceu-se de mim e receitou um analgésico cirúrgico para que eu tivesse alguma vida no meu período menstrual. Foi o que me salvou, mas fez meu dentista ficar muito assustado.
Agora vamos ao que interessa: numa madrugada acordo sentindo tanta, mas tanta cólica que quando tive noção de que estava desperta, também me dei conta de que estava no meio de um Pai Nosso e pedindo socorro à qualquer equipe médica do espaço que estivesse por perto. Eu sentia tanta dor, mas tanta dor que não conseguia sequer chamar minha irmã na cama ao lado para me dar remédio. A única coisa na qual pensava é que eu ia morrer. Eu me sentia morrendo. E ai pensava que o faria a um metro de distância dela e que ela não ia nem ver. Voltei a rezar já que era só o que consegui fazer e, de repente, apaguei.
Essa foi a primeira e única vez em que me desdobrei fisicamente, ou seja, na qual meu espírito saiu do corpo e eu segui tendo consciência de tudo o que acontecia comigo e à minha volta. Era como se estivesse sentada na cama e vendo meu corpo ali deitado no escuro. Com um pouco de tempo percebi que havia duas pessoas em pé do lado esquerdo da minha cama e que tendo os braços estendidos em direção ao meu corpo com as mãos posta sobre o meu abdome - mas sem tocá-lo - emanavam uma energia muito sutil que entrava em mim. Quando me fixei para tentar ver o que era aquela coisa de cor clara e um tantinho brilhante que ia para a minha barriga, percebi que do outro lado havia algo muito escuro e gosmento também entrando lá. Fui acompanhando aquela coisa com o olhar e me deparei com uma criatura horrível e disforme, mais parecendo um monte de geleca, que tinha a mão e parte do braço dentro de mim e dizia algo que eu não conseguia entender a princípio. Concentrei-me muito para escutar o que era dito num tom baixo e cheio de ódio, até que entendi: "vou matá-la. Ela me paga! Vou matá-la. Hoje ela não me escapa". Fiquei tão assustada e tão apavorada que nem sei como é possível, mas o fato é que desmaiei mesmo estando desdobrada.
Quando acordei a manhã já ia avançada e eu não sentia nenhuma dor. Nada. Beslicava meu abdome e era como se ele estivesse anestesiado, dormente. Lembrei-me da criatura e comecei a chorar, pois imediatamente me veio a consciência de que eu havia prejudicado muito aquela pessoa e, principalmente, que havia feito isso quando ela nutria por mim um amor profundo, pois só odeia naquela intensidade quem um dia amou da mesma forma.
Eu não via nada, ninguém, mas sentia que todos ainda estavam ali. Foi então que em voz alta pedi perdão pelo mal que, sabia, havia lhe feito, embora não me recordasse qual fora. Pedi que me desse uma oportunidade de provar-lhe que não era mais aquela pessoa que um dia o magoara tão terrivelmente, embora ainda fosse alguém cheia de defeitos. Por fim me comprometi a que, se Deus permitisse, tê-lo por filho para tentar reparar o mal que até então eu havia feito. No entanto fiz ver que ele precisava partir para tratamento, pois se voltasse com aquele quanto de energia negativa grudada ao perispírito (corpo espiritual), iria ter um vida cheia de problemas de saúde. Ainda estava chorando emocionada quando fiz uma oração agradecendo a Deus a oportunidade que Ele me concedia de ter tomado consciência do meu erro, e pela chance de começar a reconstruir aquilo que um dia destrui. Foi então que senti o ambiente serenar e soube: a pessoa havia aceito meu compromisso e partira para o plano espiritual.
O que senti naquele dia mais tarde não foi cólica - sim, eu segui tendo cólica, porém elas nunca mais foram naquela intensidade e passam até hoje com Dipirona - mas um vazio como se tivessem tirado de mim um pedaço que doia, não no corpo, mas na alma. Passei dias sentindo falta...
14 de abril de 2008
13 de abril de 2008
Se tem uma coisa que me irrita nos usuários do MSN são aqueles que ficam off-line. E irrita não pelo ato em si, mas pela contradição de princípios que a ação encerra.
Se você pergunta à pessoa porque está nesse status, 99% das vezes respondem que estão fugindo de alguém - mesmo que para tanto seja mais fácil simplesmente bloquear - e é ai que se dá a contradição: pois se elas dão-se ao privilégio de escolher com quem falam, o negam aos demais em relação a si mesmos, pois você querendo ou não, quando menos espera a pessoa está na tela com você.
Como se chato no mundo só fossem os outros, captou?
Se você pergunta à pessoa porque está nesse status, 99% das vezes respondem que estão fugindo de alguém - mesmo que para tanto seja mais fácil simplesmente bloquear - e é ai que se dá a contradição: pois se elas dão-se ao privilégio de escolher com quem falam, o negam aos demais em relação a si mesmos, pois você querendo ou não, quando menos espera a pessoa está na tela com você.
Como se chato no mundo só fossem os outros, captou?
9 de abril de 2008
Segunda-feira foi um dia tão, tão, tão estressante que só me recuperei dele na noite de hoje.
Pense ai que o dia começou com um curto-circuito que quase botou fogo na casa, seguido por um pau no meu micro que me obrigou a levá-lo para a assistência técnica, o que NUNCA é um processo fácil, vide o risinho divertido que o moço deu após todas as recomendações de como tratar a minha HD temperamental e o olhar que lancei a ela na hora da nossa separação. Então foi a vez do celular, que já não anda lá essas coisas e precisa duma bateria nova U-R-G-E-N-T-E, ficar sem serviços quando mais eu precisava dele. Liguei na TIM e o sinal que sempre leva 15 minutos pra ser restaurado levou 3 horas. E isso sem dizer que era dia de banco, compras normais e compras pro preparo da minha mãe para o Holter, que é um aparelho que monitora o coração por 24 horas seguidas. E ainda teve uma outra atividade no meio disso tudo que gerou um estresse alto de domnigo até terça. Pois. Sabem aqueles dias em que acabam o mês mas o dia não? Foi segunda.
Mas uma hora acaba, sempre acaba, mesmo.
E no fim tudo deu certo. O curto-foi solucionado. O celular voltou a funcionar assim como o micro. Sorte que não precisou formatá-lo, mas precisou trocar a fonte. E sim, o Rootkit que estava aqui foi retirado porque o Erick é bom, tanto quanto quem o colocou. Confesso que isso tem me feito ficar pensativa, pois li em diversos fóruns que para se instalá-lo, ele precisa ser clicado e tenho certeza que não cliquei em nada que me foi enviado, pois também nada me foi enviado pela pessoa em questão... Assim como tenho certeza que tudo foi feito muito antes de eu dar qualquer motivo... Mas enfim...
Deixemos de coisa e cuidemos da vida.
Pense ai que o dia começou com um curto-circuito que quase botou fogo na casa, seguido por um pau no meu micro que me obrigou a levá-lo para a assistência técnica, o que NUNCA é um processo fácil, vide o risinho divertido que o moço deu após todas as recomendações de como tratar a minha HD temperamental e o olhar que lancei a ela na hora da nossa separação. Então foi a vez do celular, que já não anda lá essas coisas e precisa duma bateria nova U-R-G-E-N-T-E, ficar sem serviços quando mais eu precisava dele. Liguei na TIM e o sinal que sempre leva 15 minutos pra ser restaurado levou 3 horas. E isso sem dizer que era dia de banco, compras normais e compras pro preparo da minha mãe para o Holter, que é um aparelho que monitora o coração por 24 horas seguidas. E ainda teve uma outra atividade no meio disso tudo que gerou um estresse alto de domnigo até terça. Pois. Sabem aqueles dias em que acabam o mês mas o dia não? Foi segunda.
Mas uma hora acaba, sempre acaba, mesmo.
E no fim tudo deu certo. O curto-foi solucionado. O celular voltou a funcionar assim como o micro. Sorte que não precisou formatá-lo, mas precisou trocar a fonte. E sim, o Rootkit que estava aqui foi retirado porque o Erick é bom, tanto quanto quem o colocou. Confesso que isso tem me feito ficar pensativa, pois li em diversos fóruns que para se instalá-lo, ele precisa ser clicado e tenho certeza que não cliquei em nada que me foi enviado, pois também nada me foi enviado pela pessoa em questão... Assim como tenho certeza que tudo foi feito muito antes de eu dar qualquer motivo... Mas enfim...
Deixemos de coisa e cuidemos da vida.
5 de abril de 2008
E hoje é aniversário do Brunno.
O Brunno é alguém que amo de um jeito que nem sei.
Na verdade, amo-o de tantos e tantos jeitos que é difícil especificar um.
O Brunno me ensina coisas sobre mim mesma.
Ao longo desses anos o meu maior aprendizado com ele foi o de ampliar limites e derrubar barreiras.
Principalmente as do meu preconceito.
Ultimamente aprendi que ele precisa ser protegido dele mesmo.
Amar o Brunno é fácil, embora não seja.
Ser amada pelo Brunno não é fácil, embora seja.
Ele amplia a minha capacidade de amar.
Às vezes o Brunno dói.
Muito.
Outras vezes ele faz cócegas e a gente ri feito criança.
Por horas.
Noutras vezes ainda ele é como fogueira e nos incedeia...
Já errei com o Brunno.
Já o machuquei;
Bem recentemente ele errou e sofreu muito (ainda sofre) e tudo por minha culpa.
E nem assim ele deixa de me amar.
Eu também já acertei com o Brunno;
E já o ajudei a sair de enrascadas.
Mas não é por isso que ele me ama.
Na verdade nem sei porque ele me ama.
Mas sei que ama.
Algumas vezes sinto ciúmes dele.
Porque ele é "amado" demais! rs*****
Se você quer exclusividade, esqueça o Brunno.
Mesmo ele agindo como se só existisse você no universo, não existe só você; e ele enxerga longe.
Já conversei com o Brunno quando ele estava completamente "alegre".
Já ouvi segredos.
Já chorei com ele.
Ele já gritou comigo.
O Brunno já mentiu pra mim.
Eu já menti pro Brunno.
E ele também já me deu presentes incríveis.
O Brunno tem reclamado que mudei.
Que já não converso mais como conversava antes.
O que é verdade.
E não é.
Não pelos motivos que ele imagina.
Mudamos os dois.
Ele por que não precisa mais me convencer.
Eu por que estou plenamente convencida.
Já passei muito tempo acreditando que não ia ter mais o Brunno na minha vida.
Já chorei dias por ele.
Meses.
Brigas.
Foram boas para descobrir que nunca mais o quero longe de mim.
A vida é triste sem ele.
Prefiro sorrir e chorar, mas com ele por perto.
Esse ano quis fazer um presente diferente para ele e então fiz uma oração.
Cantada.
A capela.
Oração para Brunno
Letra: Marie Jeanne Sermoud
Hoje aos céus ergo uma prece
Pequena, singela... Mas em tua intenção
Rogo a Deus que os caminhos te elevem
E para os perigos teus peço proteção.
Que Ele o conduza por entre as batalhas
Travadas no coração silente
Durante madrugadas caladas
Nas quais os olhos espelham a mente.
Que Ele o ampare nas quedas
E o fortaleça diante das tuas fraquezas
Que a raiva do amor não faça pedras
E de perdoar não mais te esqueças.
Recebe Senhor esta sincera oração
Feita de todo o meu coração
Acolhe do Brunno a humanidade
Transmutando-o por sua bondade.
O Brunno é alguém que amo de um jeito que nem sei.
Na verdade, amo-o de tantos e tantos jeitos que é difícil especificar um.
O Brunno me ensina coisas sobre mim mesma.
Ao longo desses anos o meu maior aprendizado com ele foi o de ampliar limites e derrubar barreiras.
Principalmente as do meu preconceito.
Ultimamente aprendi que ele precisa ser protegido dele mesmo.
Amar o Brunno é fácil, embora não seja.
Ser amada pelo Brunno não é fácil, embora seja.
Ele amplia a minha capacidade de amar.
Às vezes o Brunno dói.
Muito.
Outras vezes ele faz cócegas e a gente ri feito criança.
Por horas.
Noutras vezes ainda ele é como fogueira e nos incedeia...
Já errei com o Brunno.
Já o machuquei;
Bem recentemente ele errou e sofreu muito (ainda sofre) e tudo por minha culpa.
E nem assim ele deixa de me amar.
Eu também já acertei com o Brunno;
E já o ajudei a sair de enrascadas.
Mas não é por isso que ele me ama.
Na verdade nem sei porque ele me ama.
Mas sei que ama.
Algumas vezes sinto ciúmes dele.
Porque ele é "amado" demais! rs*****
Se você quer exclusividade, esqueça o Brunno.
Mesmo ele agindo como se só existisse você no universo, não existe só você; e ele enxerga longe.
Já conversei com o Brunno quando ele estava completamente "alegre".
Já ouvi segredos.
Já chorei com ele.
Ele já gritou comigo.
O Brunno já mentiu pra mim.
Eu já menti pro Brunno.
E ele também já me deu presentes incríveis.
O Brunno tem reclamado que mudei.
Que já não converso mais como conversava antes.
O que é verdade.
E não é.
Não pelos motivos que ele imagina.
Mudamos os dois.
Ele por que não precisa mais me convencer.
Eu por que estou plenamente convencida.
Já passei muito tempo acreditando que não ia ter mais o Brunno na minha vida.
Já chorei dias por ele.
Meses.
Brigas.
Foram boas para descobrir que nunca mais o quero longe de mim.
A vida é triste sem ele.
Prefiro sorrir e chorar, mas com ele por perto.
Esse ano quis fazer um presente diferente para ele e então fiz uma oração.
Cantada.
A capela.
Oração para Brunno
Letra: Marie Jeanne Sermoud
Hoje aos céus ergo uma prece
Pequena, singela... Mas em tua intenção
Rogo a Deus que os caminhos te elevem
E para os perigos teus peço proteção.
Que Ele o conduza por entre as batalhas
Travadas no coração silente
Durante madrugadas caladas
Nas quais os olhos espelham a mente.
Que Ele o ampare nas quedas
E o fortaleça diante das tuas fraquezas
Que a raiva do amor não faça pedras
E de perdoar não mais te esqueças.
Recebe Senhor esta sincera oração
Feita de todo o meu coração
Acolhe do Brunno a humanidade
Transmutando-o por sua bondade.
Ando com uma preguiça danada de escrever no blog. Ando. E tem assunto viu? Vááááários.
Como por exemplo o fato de que estarmos aceitando doações de televisores de 21 polegadas, ou mais, depois que o capeta do meu sobrinho de 3 anos tacou a TV da sala no chão e a esbugalhou inteira. Pois. Nessa quinta-feira. Bastou meu irmão ir à cozinha fazer a mamoca dele. Eu estava aqui no meu quarto e minha mãe no quarto dela, eram umas 17 horas quando escutamos um estrondo e meu irmão gritar: "Meu Deus do céu, meu Deus! Eu não acredito!" Desci as escadas que nem sei como e me deparo com meu irmão em pânico, mãos na cabeça, olhando pra TV partida em mil pedaços, os dois peixes betas pulando no tapete, aparelhos da SKY e de DVD cada um para um lado e o moleque sentado no sofá como se não fosse com ele; mas molhado feito um pinto. Os aquários desabaram em cima dele. E é um milagre ele não ter sofrido nenhum arranhão sequer. eu sei. Agora, pensando, sei também que a cena é engraçada, porém ainda não consegui rir disso. Meu irmão também não. Inclusive, fiquei com uma pena danada do meu irmão. Coisa rara de acontecer, mas dessa vez eu fiquei. A cada vez que penso no ocorrido fico com pena dele. O futuro dele não será fácil com esse menino. Não estou rogando praga, no entanto é fácil perceber que a personalidade do Victor é a mais difícil de todos os cinco irmãos. Teimoso, desobediente, respondão e esperto: quando me viu saiu correndo do sofá chorando o medo das palmadas do pai, que eu deixaria dar com a mais absoluta certeza, porém tive de trazê-lo para cima uma vez que minha mãe já estava passando mal de desespero achando que ele estava machucado. E não é que ela quis adular o menino depois de tudo isso? Levou bronca minha para se tocar. Muito da culpa do moleque estar impossível é dela que se tornou o estilo de avó que não educa e não deixa educar, sabe como é? Já rolaram algumas discussões nossas por conta disso e eu já decidi que se por ventura vier a engravidar por acidente, não crio meu filho na casa dela não. Deus me livre de vê-la fazer isso com um filho meu! Vó é bom, mas decididamente tem de ser visita!
+
Cheguei da caminhada hoje e meu irmão contou que os pais da madrasta da Isabella, a menina assasinada, era o seu vizinho de porta em Guarulhos que conheci e para os quais, inclusive, paguei um mico e os peitos enquanto conversávamos no aniversário de um ano da Luíza, minha sobrinha. Quem lê esse blog desde o Bolsa de Mulher deve lembrar dessa história. São pessoas bacanas. Incrível né?
Como por exemplo o fato de que estarmos aceitando doações de televisores de 21 polegadas, ou mais, depois que o capeta do meu sobrinho de 3 anos tacou a TV da sala no chão e a esbugalhou inteira. Pois. Nessa quinta-feira. Bastou meu irmão ir à cozinha fazer a mamoca dele. Eu estava aqui no meu quarto e minha mãe no quarto dela, eram umas 17 horas quando escutamos um estrondo e meu irmão gritar: "Meu Deus do céu, meu Deus! Eu não acredito!" Desci as escadas que nem sei como e me deparo com meu irmão em pânico, mãos na cabeça, olhando pra TV partida em mil pedaços, os dois peixes betas pulando no tapete, aparelhos da SKY e de DVD cada um para um lado e o moleque sentado no sofá como se não fosse com ele; mas molhado feito um pinto. Os aquários desabaram em cima dele. E é um milagre ele não ter sofrido nenhum arranhão sequer. eu sei. Agora, pensando, sei também que a cena é engraçada, porém ainda não consegui rir disso. Meu irmão também não. Inclusive, fiquei com uma pena danada do meu irmão. Coisa rara de acontecer, mas dessa vez eu fiquei. A cada vez que penso no ocorrido fico com pena dele. O futuro dele não será fácil com esse menino. Não estou rogando praga, no entanto é fácil perceber que a personalidade do Victor é a mais difícil de todos os cinco irmãos. Teimoso, desobediente, respondão e esperto: quando me viu saiu correndo do sofá chorando o medo das palmadas do pai, que eu deixaria dar com a mais absoluta certeza, porém tive de trazê-lo para cima uma vez que minha mãe já estava passando mal de desespero achando que ele estava machucado. E não é que ela quis adular o menino depois de tudo isso? Levou bronca minha para se tocar. Muito da culpa do moleque estar impossível é dela que se tornou o estilo de avó que não educa e não deixa educar, sabe como é? Já rolaram algumas discussões nossas por conta disso e eu já decidi que se por ventura vier a engravidar por acidente, não crio meu filho na casa dela não. Deus me livre de vê-la fazer isso com um filho meu! Vó é bom, mas decididamente tem de ser visita!
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Cheguei da caminhada hoje e meu irmão contou que os pais da madrasta da Isabella, a menina assasinada, era o seu vizinho de porta em Guarulhos que conheci e para os quais, inclusive, paguei um mico e os peitos enquanto conversávamos no aniversário de um ano da Luíza, minha sobrinha. Quem lê esse blog desde o Bolsa de Mulher deve lembrar dessa história. São pessoas bacanas. Incrível né?
3 de abril de 2008
1 de abril de 2008

Estava esperando alguma das fotografias tiradas durante o encontro para ilustrar o post sobre o reencontro com a turma do primeiro grau e, embora as meninas sejam lentas e o fotógrafo do bar para onde fomos depois, também, ele postou uma foto mais cedo e eu, claro, roubei! Na foto não estão todos, pois foi tirada assim que chegamos ao Taberna - medida tomada para que a anfitriã não fosse expulsa do prédio - e nem todos haviam chegado lá ainda.
Foi uma verdadeira e maravilhosa loucura esse reencontro! Uma energia tão boa, uma alegria tão doida por estarmos novamente juntos depois de quase 26 anos, que se traduziram numa falação maluca, em brindes e mais brindes, em danças, piadas, "tiração" de sarro e alguns "pegas"... rs... Era como se, de repente, um bando de quarentões voltasse a ser adolescente. Porém, ao contrário daquele grupo que estudava e viva reprimido pelo colégio católico rigorosíssimo, dessa vez aquelas eram pessoas liberadas e de bem consigo mesmos e com a vida.
É claro que todas as pessoas ali passaram perrengues e revertérios ao longo dos anos. Todos experimentaram o gosto do fracasso, seja na vida profissional, financeira, familiar ou afetiva, porém todos sobreviveram e seguiram em frente. Nem todo mundo está "bem" hoje, alguns estão em processo de separação, outros mudando de profissão, mas ninguém me pareceu derrotado, mesmo que dolorido.
Para muita gente, talvez a maioria, a sensação era de estar reencontrado parte da familia já que noventa e nove por cento de nós estudou junto desde o primeiro ano, muitos desde o pré-primário. Então, além da escola a gente convivia muito fora de lá e o amor entre nós era forte e verdadeiro. Foi a faculdade quem acabou por separar a maioria. Sábado constatamos na pele que nada foi capaz de matar o amor que sentimos, ele estava todo ali, apenas adormecido, esperando ser retomado. A conversa fluiu fácil; coisas que geralmente temos receio de contar foram ditas, perguntadas e respondidas de pronto, como quem fala a um irmão que não vê há muito tempo, mas em quem nunca se deixou de confiar.
Para mim as coisas mais marcantes foram:
1) Reconhecer os olhares cúmplices que se buscavam como quando em sala de aula, fazendo e rindo das mesmas piadas;
2) A metamorfose de uma das meninas, a Márcia - na foto com a peruca vermelha. Ela era a mais tímida garota que já existiu na face da terra e chegou lá um MULHERÃO que ri sem ficar vermelha, fala bobagem, tira sarro dos outros e de si mesma dizendo que antes era "tapada", paga mico e não tá nem ai! Todos ficamos deliciados com tamanha transformação!
3) Me sentir MULHER de novo. Não, a pegação não foi comigo... Mas deixemos de coisa e pulemos essa parte... rs...
4) Ver como o povo estava melhor e mais bonito do que na adolescência! Sem mentira nenhuma! Todos, até eu, apesar de infinitamente mais gorda hoje do que na época. Todo mundo muito bem cuidados, pele boa, perfume gostoso... Mas acredito que o ingrediente perfeito de beleza no grupo era a alegria mesmo.
Se todos tiveram a mesma opinião que eu sobre o encontro? Certeza que sim! Desde ontem a minha caixa de e-mails não pára de dar alertas.. rs... E para além das inúmeras declarações de amor trocadas, já estão na agenda da turma várias programações, inclusive viagens!
P.s.1: a única coisa que "não gostei" foi rever as fotos da primeira série e constatar como eu já era GIGANTE. Caracas! Eu era mais alta até que todos os meninos da minha sala!!! Tem noção? E hoje isso não mudou não... rs... Ao menos dos que foram... rs... Só empatei com o Jefferson, e mesmo assim não tenho certeza... rs...
P.s.2: essas fotos serão scaneadas e depois publicadas aqui só para voc~es verem de onde veio a minha noção de ser imensa!
30 de março de 2008
Passarinho voou
Quando a empresa faliu minha mãe começou a fazer salgado para fora. Uma das nossas gerentes arranjou para fornecermos as lanchonetes da Telefônica e com o tempo, os pedidos foram aumentando, graças a Deus, o que permitia que tivéssemos dinheiro para pagar a água, a luz e o gás, para comprar matéria-prima e comida, embora, muitas vezes, comêssemos apenas o que sobrava do preparo dos salgados, pois era o que tinha. Foi uma época difícil.
Um dia, enquanto empanava as coxinhas, fiquei observando minha mãe trabalhando e comecei a pensar no quanto aquele era um trabalho pesado mesmo para ela, talhada no ofício, pois embora me dispusesse a ajudar em tudo, era um serviço muito especializado e minha pouca prática acabava por sobrecarregá-la. Naquele dia fiz o que ainda não tinha feito até então: acabei por me revoltar com Deus. Mas revoltar mesmo. Quando fui para o banho, já debaixo d’água, tive aquela que até hoje foi a minha maior briga com Ele. Xinguei, esbravejei, tripudiei, ironizei, satirizei, chorei... A coisa foi dum tal jeito que juro, caso Ele se materializasse à minha frente naquele momento eu tinha partido pra porrada sem nem pensar duas vezes.
Quando finalmente estava em condições de sair do quarto – claro que minha mãe não aceitava que eu tratasse Deus daquela forma e eu não queria atritar-me com ela, já nos bastava os problemas que tínhamos - qual não foi minha surpresa ao chegar à cozinha e dar com a Dona Maria Ozana sentada à mesa, com minha mãe e a Fátima, a mulher com quem ela vivia há anos. Dona Maria era a resposta de Deus ao meu desespero.
Ela trabalhou durante muitos anos para os meus pais só deixando de fazê-lo quando comprou um bar. O bar com o tempo não deu certo e ela estava desempregada quando, um dia antes, encontrou algum ex-funcionário nosso e ficou sabendo do que acontecera com a minha mãe. Como se recordava vagamente de onde morávamos, “catou” a Fátima e veio andando, atravessando os bairros a pé, até chegar à nossa casa, empreitada na qual gastou seis horas de caminhada. Posta a par da situação, determinou que a partir daquele dia viria todos os dias ajudar minha mãe, e nem a nossa argumentação de que não tínhamos - e nem teríamos tão cedo - dinheiro para pagar-lhe qualquer salário fez com que ela se demovesse do seu objetivo. Respondeu apenas que tinha uma dívida de gratidão para com meus pais e que aquele era o momento de pagá-la e ela o faria. Trabalhou durante seis meses só recebendo a condução e a comida que comia conosco. Quando minha mãe arranjou emprego fixo, ela foi-se levando equipamentos o suficiente para montar um novo negócio para ela. De lá para cá nunca mais perdemos contato.
Dona Maria ousou assumir sua homossexualidade numa época em que isso não era absolutamente aceito. Sofreu toda sorte de discriminação e embora fosse uma excelente cozinheira, não havia, por conta disso, quem lhe desse emprego ou respeito. Meus pais fizeram isso. Mas não foi mérito deles apenas, foi principalmente mérito dela, pois sempre foi a mais correta das pessoas indo contra o estereótipo que incidia sobre os homossexuais na época. Como minha mãe mesmo disse hoje, em anos de labuta nunca sequer ouviu da boca da Dona Maria um “merda” dito num momento de sufoco e olha que estes foram muitos. Ela gostava da sua pinguinha e do cigarro, mas nada era capaz de fazê-la ser menos bondosa ou amável.
Foi com a Dona Maria que aprendi que não é o que as pessoas fazem na cama que determina o seu caráter. Foi ela o primeiro homossexual que conheci e amei incondicionalmente.
Há um ano dona Maria vinha mal de saúde: a diabetes e a cirrose maltratavam-na e hoje a Fátima ligou avisando que os céus retomaram a nossa guerreira. Eu entendo. Deus estava precisando de alguém para trabalhar ombro-a-ombro com Ele, seja lá qual for o trabalho a ser feito.
Leal, corajosa, companheira e divertida, são adjetivos que a exemplificam muito bem.
Nós não vamos ao velório e nem ao enterro. Já foi difícil dar a notícia para minha mãe e a pressão dela subiu muito, mesmo que medicada. Mas isso não é o mais importante, pois ela sabe que quem tem uma divida de gratidão para com ela somos nós.
MUITO obrigado por ter compartilhado a sua existência conosco.
Beijo grande e até qualquer dia companheira!
Com amor,
Jeannine
Quando a empresa faliu minha mãe começou a fazer salgado para fora. Uma das nossas gerentes arranjou para fornecermos as lanchonetes da Telefônica e com o tempo, os pedidos foram aumentando, graças a Deus, o que permitia que tivéssemos dinheiro para pagar a água, a luz e o gás, para comprar matéria-prima e comida, embora, muitas vezes, comêssemos apenas o que sobrava do preparo dos salgados, pois era o que tinha. Foi uma época difícil.
Um dia, enquanto empanava as coxinhas, fiquei observando minha mãe trabalhando e comecei a pensar no quanto aquele era um trabalho pesado mesmo para ela, talhada no ofício, pois embora me dispusesse a ajudar em tudo, era um serviço muito especializado e minha pouca prática acabava por sobrecarregá-la. Naquele dia fiz o que ainda não tinha feito até então: acabei por me revoltar com Deus. Mas revoltar mesmo. Quando fui para o banho, já debaixo d’água, tive aquela que até hoje foi a minha maior briga com Ele. Xinguei, esbravejei, tripudiei, ironizei, satirizei, chorei... A coisa foi dum tal jeito que juro, caso Ele se materializasse à minha frente naquele momento eu tinha partido pra porrada sem nem pensar duas vezes.
Quando finalmente estava em condições de sair do quarto – claro que minha mãe não aceitava que eu tratasse Deus daquela forma e eu não queria atritar-me com ela, já nos bastava os problemas que tínhamos - qual não foi minha surpresa ao chegar à cozinha e dar com a Dona Maria Ozana sentada à mesa, com minha mãe e a Fátima, a mulher com quem ela vivia há anos. Dona Maria era a resposta de Deus ao meu desespero.
Ela trabalhou durante muitos anos para os meus pais só deixando de fazê-lo quando comprou um bar. O bar com o tempo não deu certo e ela estava desempregada quando, um dia antes, encontrou algum ex-funcionário nosso e ficou sabendo do que acontecera com a minha mãe. Como se recordava vagamente de onde morávamos, “catou” a Fátima e veio andando, atravessando os bairros a pé, até chegar à nossa casa, empreitada na qual gastou seis horas de caminhada. Posta a par da situação, determinou que a partir daquele dia viria todos os dias ajudar minha mãe, e nem a nossa argumentação de que não tínhamos - e nem teríamos tão cedo - dinheiro para pagar-lhe qualquer salário fez com que ela se demovesse do seu objetivo. Respondeu apenas que tinha uma dívida de gratidão para com meus pais e que aquele era o momento de pagá-la e ela o faria. Trabalhou durante seis meses só recebendo a condução e a comida que comia conosco. Quando minha mãe arranjou emprego fixo, ela foi-se levando equipamentos o suficiente para montar um novo negócio para ela. De lá para cá nunca mais perdemos contato.
Dona Maria ousou assumir sua homossexualidade numa época em que isso não era absolutamente aceito. Sofreu toda sorte de discriminação e embora fosse uma excelente cozinheira, não havia, por conta disso, quem lhe desse emprego ou respeito. Meus pais fizeram isso. Mas não foi mérito deles apenas, foi principalmente mérito dela, pois sempre foi a mais correta das pessoas indo contra o estereótipo que incidia sobre os homossexuais na época. Como minha mãe mesmo disse hoje, em anos de labuta nunca sequer ouviu da boca da Dona Maria um “merda” dito num momento de sufoco e olha que estes foram muitos. Ela gostava da sua pinguinha e do cigarro, mas nada era capaz de fazê-la ser menos bondosa ou amável.
Foi com a Dona Maria que aprendi que não é o que as pessoas fazem na cama que determina o seu caráter. Foi ela o primeiro homossexual que conheci e amei incondicionalmente.
Há um ano dona Maria vinha mal de saúde: a diabetes e a cirrose maltratavam-na e hoje a Fátima ligou avisando que os céus retomaram a nossa guerreira. Eu entendo. Deus estava precisando de alguém para trabalhar ombro-a-ombro com Ele, seja lá qual for o trabalho a ser feito.
Leal, corajosa, companheira e divertida, são adjetivos que a exemplificam muito bem.
Nós não vamos ao velório e nem ao enterro. Já foi difícil dar a notícia para minha mãe e a pressão dela subiu muito, mesmo que medicada. Mas isso não é o mais importante, pois ela sabe que quem tem uma divida de gratidão para com ela somos nós.
MUITO obrigado por ter compartilhado a sua existência conosco.
Beijo grande e até qualquer dia companheira!
Com amor,
Jeannine
28 de março de 2008
A minha mais nova moda é sentir dor no peito quando sou contrariada. Ser contrariada é um termo amplo, muito amplo eu sei. Porém resume bem o motivo do meu peito doer: quando as coisas não saem como eu queria; quando as pessoas agem diferente do que eu esperava delas; quando me dizem algo que eu não procurei saber e não procurei porque não queria ouvir. Me contrario, geralmente com as pessoas, e me vem essa dor bem no meio do peito. Não é uma dor aguda, é crônica, como um machucado que abriu novamente e voltou a sangrar lentamente... E mesmo que eu tome algo - e às vezes recorro a calmante natural - ela só vai passar a hora que quiser, geralmente depois de dias.
Hoje fiquei bem uns vinte minutos inerte na frente do micro, olhar perdido, ensimesmada, pensando que isso começou quando decidi que não ia mais falar com ninguém sobre as coisas que sinto. Não falo, estou gostando de ser assim, mas meu peito dói. Acho que estou caçando um ataque cardíaco, mas isso eu faço há anos com o meu peso...
Hoje fiquei bem uns vinte minutos inerte na frente do micro, olhar perdido, ensimesmada, pensando que isso começou quando decidi que não ia mais falar com ninguém sobre as coisas que sinto. Não falo, estou gostando de ser assim, mas meu peito dói. Acho que estou caçando um ataque cardíaco, mas isso eu faço há anos com o meu peso...
E estou ansiosa: amanhã tem o primeiro reencontro de turma do colégio que estudei da primeira à oitava série!
Tem noção? 99% das pessoas que encontrarei amanhã, vi pela última vez no dia do baile de formatura, há 26 anos atrás?
Muitos da turma mantiveram contato casual por morarem na mesma região, mas eu mudei de lá pra uma região distante na sexta série e acabei perdendo contato geral com todo mundo.
Já conversei com algums via Skype, outros por MSN, outros encontrei pessoalmente, mas amanhã conseguimos reunir muito mais gente do que supúnhamos à princípio e estou muito feliz porque vou rever cinco dos meus melhores amigos da época!
Não fosse o Orkut esse encontro jamais teria acontecido e é exatamente por isso que mantenho meu perfil lá.
Essas coisas valem uma vida!
Tem noção? 99% das pessoas que encontrarei amanhã, vi pela última vez no dia do baile de formatura, há 26 anos atrás?
Muitos da turma mantiveram contato casual por morarem na mesma região, mas eu mudei de lá pra uma região distante na sexta série e acabei perdendo contato geral com todo mundo.
Já conversei com algums via Skype, outros por MSN, outros encontrei pessoalmente, mas amanhã conseguimos reunir muito mais gente do que supúnhamos à princípio e estou muito feliz porque vou rever cinco dos meus melhores amigos da época!
Não fosse o Orkut esse encontro jamais teria acontecido e é exatamente por isso que mantenho meu perfil lá.
Essas coisas valem uma vida!
Porque as mulheres deviam ser mais leais umas com as outras

Tem um texto atribuído (não achei em nenhum site das crônicas dele, mas também não encontrei nada dizendo que não seja mesmo dele) ao Arnaldo Jabor criando polêmica entre as mulheres na Internet. E essa polêmica me fez lembrar em muito uma teoria - mesmo, pois na prática têm coisas interessantes a serem levadas em consideração - que defendo há anos e que resume-se a: se os homens forem fiéis, muita mulher vai morrer sem conhecer sexo. Com isso defendo que as mulheres deveriam ser mais solidárias umas com as outras e compartilharem o homem que tem.
Vamos às vacas frias: imagine que o mundo é essa bolinha ai em cima. Nela podemos observar algumas verdades estatísticas do nosso planeta, são elas:
Conclusão 1: Tem mulher solteira e carente saindo pelo ladrão do planeta!!!!
Conclusão 2: Se os homens forem fiéis, danou-se!!! Mesmo!!!
Conclusão 3: Se as mulheres comprometidas não compartilharem os seus homens, muita mulher vai morrer sem conseguir sequer ver um homem nú que não seja na TV, num site, ou na revista.
Isso é justo? Claro que não! Por isso proponho que as mulheres devem ser solidárias com a espécie e dividirem "o pão" com as mais necessitadas!!! E se resta alguma dúvida do quanto isso será benéfico para o seu próprio casamento, releia o texto do "Jabor" e constate que um marido desestressado vale por dois!!!
Obs.:Essa é uma teoria que defendo na brincadeira, mas que pode levar a uma séries de reflexões mais sérias sobre a questão, uma delas é: é interessante perceber que por mais que seja real e verdadeira a desigualdade entre a quantidade de homens e mulheres no planeta, toda mulher encontra homens solteiros com os quais pode se relacionar ao longo da vida.

Tem um texto atribuído (não achei em nenhum site das crônicas dele, mas também não encontrei nada dizendo que não seja mesmo dele) ao Arnaldo Jabor criando polêmica entre as mulheres na Internet. E essa polêmica me fez lembrar em muito uma teoria - mesmo, pois na prática têm coisas interessantes a serem levadas em consideração - que defendo há anos e que resume-se a: se os homens forem fiéis, muita mulher vai morrer sem conhecer sexo. Com isso defendo que as mulheres deveriam ser mais solidárias umas com as outras e compartilharem o homem que tem.
Vamos às vacas frias: imagine que o mundo é essa bolinha ai em cima. Nela podemos observar algumas verdades estatísticas do nosso planeta, são elas:
- Nascem menos homens do que mulheres (é, o troço é torto de propósito e não por falta de noção de proporção da minha parte!);
- Morrem mais homens do que mulheres, tanto na adolescência, em decorrência de acidentes, quanto na velhice, por doenças;
- Dos que sobreviveram à adolescência, um tanto está namorando, noivando e casou-se;
- Dos solteiros viáveis estética e intelectualmente, minimamente a metade "embichou";
- Já as mulheres não lesbicaram na mesma proporção.
Conclusão 1: Tem mulher solteira e carente saindo pelo ladrão do planeta!!!!
Conclusão 2: Se os homens forem fiéis, danou-se!!! Mesmo!!!
Conclusão 3: Se as mulheres comprometidas não compartilharem os seus homens, muita mulher vai morrer sem conseguir sequer ver um homem nú que não seja na TV, num site, ou na revista.
Isso é justo? Claro que não! Por isso proponho que as mulheres devem ser solidárias com a espécie e dividirem "o pão" com as mais necessitadas!!! E se resta alguma dúvida do quanto isso será benéfico para o seu próprio casamento, releia o texto do "Jabor" e constate que um marido desestressado vale por dois!!!
Obs.:Essa é uma teoria que defendo na brincadeira, mas que pode levar a uma séries de reflexões mais sérias sobre a questão, uma delas é: é interessante perceber que por mais que seja real e verdadeira a desigualdade entre a quantidade de homens e mulheres no planeta, toda mulher encontra homens solteiros com os quais pode se relacionar ao longo da vida.
27 de março de 2008
Nada como ser citada por uma amiga, Clara, para você se motivar a escrever um texto que já deveria ter escrito há muito tempo.
A estória é mais ou menos a seguinte: antigamente as pessoas tinham várias fontes de prazer: família, vida social, vida política, a religião, o trabalho, a vida acadêmica e o a vida amorosa. Todos eram peças dum quebra-cabeça que bem composto resultava numa vida cheia de prazeres. Certo? Certo.
Muito mais antigamente ainda, as pessoas sequer se casavam por amor. Os casamentos eram arranjados segundo interesses, principalmente financeiros e sociais. E foi justamente o interesse financeiro que deu início à cultura do amor romântico vivenciada hoje em dia, pois para evitar que a herança passasse a um filho ilegítimo, criou-se a noção de fidelidade feminina e o ideal romântico do “príncipe encantado” que rege as relações atualmente. Então a gente começa a entender que não foi o amor que fez surgir a fidelidade, mas sim que foi a necessidade de manter a mulher fiel que levou à concepção do amor romântico. Claro que a mulher com o passar do tempo passou a exigir isso do seu parceiro e também a ensinar aos filhos que esse era a forma de amar ideal, já que culturada, passou a acreditar piamente nisso.
Os séculos correram e chegamos aos dias atuais onde, embora tenham ocorrido várias mudanças culturais, ainda resiste e insiste essa idealização do amor que mais do que dar prazer, infelicita profundamente a existência das pessoas. Por quê? Porque o amor virou nosso Deus; pede-se ao amor o que antes se pedia a Deus. Ele se tornou nossa única e absoluta fonte de prazer. E é ao redor dele que gravita a nossa existência de tal forma, que chegamos ao absurdo de medir o nosso valor pessoal pelo sucesso ou fracasso em obter e manter relacionamentos. Nada adianta você ser inteligente, bonito, bem sucedido profissionalmente, ter um carrão, morar numa casa de sonhos, viver rodeado de amigos e familiares, viajar duas vezes por ano para qualquer lugar do mundo e ter um saldo bancário de fazer inveja se você não tiver uma relação afetiva; qualquer uma. Os outros te verão como inferior, mas principalmente, você se sentirá inferior até diante daqueles que mal conseguem ter o que comer a cada dia, mas mantêm uma relação estável com alguém.
Esperamos que a pessoa amada faça da nossa existência um evento irremediavelmente feliz, ao mesmo tempo em que tomamos a incumbência de fazer o mesmo por ela. Claro que não dá certo. E não dá certo porque começamos a tratar a vida alheia como se fosse nossa e a nossa vida passa a ser do outro. Mil atitudes são tomadas em nome do que achamos que fará o outro feliz – e geralmente são as coisas que nos fariam felizes – e quando o outro não se sente contente, alegre e saltitante como acreditamos que deveria, nosso mundo desaba.
“Como não se sente feliz depois de tudo o que fiz em nome dessa relação? Depois de eu ter aberto mão da minha existência pensando na sua felicidade! Deixei meus amigos, abri mão do futebol, não fiz mestrado, recusei aquela oportunidade de emprego no exterior só pra poder estar ao seu lado e você não está contente comigo e nem com a vida que levamos”?
Usei uma personagem masculina, mas quem não reconhece esse tipo de queixume? Quem não ouviu algo semelhante a isso em algum momento da própria existência? Quem não pensou isso em algum momento da relação?
Mais certo daríamos no amor, se voltássemos a cultivar os vários aspectos da nossa vida, pois aí estaríamos recuperando as nossas várias fontes de felicidade e tirando das nossas, e das costas alheias, esse compromisso absurdo de cuidar do que não nos compete: a vida alheia. Dessa forma o amor passaria a ser algo possível e plausível, alcançável em cada esquina, pois será apenas e simplesmente um sentimento a ser compartilhado com o outro.
Obs: Este texto e suas idéias tomaram forma e tiveram seu princípio no Grupo "Conversas e Memórias". Muitas destas idéias foram propostas pelo Gonçalo Melo que é o coordenador do projeto.
A estória é mais ou menos a seguinte: antigamente as pessoas tinham várias fontes de prazer: família, vida social, vida política, a religião, o trabalho, a vida acadêmica e o a vida amorosa. Todos eram peças dum quebra-cabeça que bem composto resultava numa vida cheia de prazeres. Certo? Certo.
Muito mais antigamente ainda, as pessoas sequer se casavam por amor. Os casamentos eram arranjados segundo interesses, principalmente financeiros e sociais. E foi justamente o interesse financeiro que deu início à cultura do amor romântico vivenciada hoje em dia, pois para evitar que a herança passasse a um filho ilegítimo, criou-se a noção de fidelidade feminina e o ideal romântico do “príncipe encantado” que rege as relações atualmente. Então a gente começa a entender que não foi o amor que fez surgir a fidelidade, mas sim que foi a necessidade de manter a mulher fiel que levou à concepção do amor romântico. Claro que a mulher com o passar do tempo passou a exigir isso do seu parceiro e também a ensinar aos filhos que esse era a forma de amar ideal, já que culturada, passou a acreditar piamente nisso.
Os séculos correram e chegamos aos dias atuais onde, embora tenham ocorrido várias mudanças culturais, ainda resiste e insiste essa idealização do amor que mais do que dar prazer, infelicita profundamente a existência das pessoas. Por quê? Porque o amor virou nosso Deus; pede-se ao amor o que antes se pedia a Deus. Ele se tornou nossa única e absoluta fonte de prazer. E é ao redor dele que gravita a nossa existência de tal forma, que chegamos ao absurdo de medir o nosso valor pessoal pelo sucesso ou fracasso em obter e manter relacionamentos. Nada adianta você ser inteligente, bonito, bem sucedido profissionalmente, ter um carrão, morar numa casa de sonhos, viver rodeado de amigos e familiares, viajar duas vezes por ano para qualquer lugar do mundo e ter um saldo bancário de fazer inveja se você não tiver uma relação afetiva; qualquer uma. Os outros te verão como inferior, mas principalmente, você se sentirá inferior até diante daqueles que mal conseguem ter o que comer a cada dia, mas mantêm uma relação estável com alguém.
Esperamos que a pessoa amada faça da nossa existência um evento irremediavelmente feliz, ao mesmo tempo em que tomamos a incumbência de fazer o mesmo por ela. Claro que não dá certo. E não dá certo porque começamos a tratar a vida alheia como se fosse nossa e a nossa vida passa a ser do outro. Mil atitudes são tomadas em nome do que achamos que fará o outro feliz – e geralmente são as coisas que nos fariam felizes – e quando o outro não se sente contente, alegre e saltitante como acreditamos que deveria, nosso mundo desaba.
“Como não se sente feliz depois de tudo o que fiz em nome dessa relação? Depois de eu ter aberto mão da minha existência pensando na sua felicidade! Deixei meus amigos, abri mão do futebol, não fiz mestrado, recusei aquela oportunidade de emprego no exterior só pra poder estar ao seu lado e você não está contente comigo e nem com a vida que levamos”?
Usei uma personagem masculina, mas quem não reconhece esse tipo de queixume? Quem não ouviu algo semelhante a isso em algum momento da própria existência? Quem não pensou isso em algum momento da relação?
Mais certo daríamos no amor, se voltássemos a cultivar os vários aspectos da nossa vida, pois aí estaríamos recuperando as nossas várias fontes de felicidade e tirando das nossas, e das costas alheias, esse compromisso absurdo de cuidar do que não nos compete: a vida alheia. Dessa forma o amor passaria a ser algo possível e plausível, alcançável em cada esquina, pois será apenas e simplesmente um sentimento a ser compartilhado com o outro.
Obs: Este texto e suas idéias tomaram forma e tiveram seu princípio no Grupo "Conversas e Memórias". Muitas destas idéias foram propostas pelo Gonçalo Melo que é o coordenador do projeto.
24 de março de 2008
Paris, Je T'aime; Tour Eiffel (Sylvie Chomet)
Nem achei que fosse gostar tanto assim desse filme, mas e não é que gostei demais? Paris je t'aime!
21 de março de 2008
Essa coisa de perder alguém e se sobreviver a isso... A vida se recompõe e é esse o seu grande milagre.
A gente volta a sorrir, a rir, a cantar, a ter esperança, a não doer, mesmo que acredite que nunca mais. Volta.
Mas ai um dia, numa cena de filme aonde um filho barbeia um pai, o som de barbeador - que é daqueles antigos em que se atarrachava a gilete (e exatamente o mesmo que seu pai usava) - escanhoando a pele, te faz voltar a ser criança; ali, em pé, ao lado da pia vendo-o fazer a barba. E as lágrimas brotam de uma saudade que você nem mais sabia.
É isso sobreviver à perda: esquecer que perdeu e quando lembrar chorar e doer como se fosse ontem, para então novamente esquecer.
A gente volta a sorrir, a rir, a cantar, a ter esperança, a não doer, mesmo que acredite que nunca mais. Volta.
Mas ai um dia, numa cena de filme aonde um filho barbeia um pai, o som de barbeador - que é daqueles antigos em que se atarrachava a gilete (e exatamente o mesmo que seu pai usava) - escanhoando a pele, te faz voltar a ser criança; ali, em pé, ao lado da pia vendo-o fazer a barba. E as lágrimas brotam de uma saudade que você nem mais sabia.
É isso sobreviver à perda: esquecer que perdeu e quando lembrar chorar e doer como se fosse ontem, para então novamente esquecer.
20 de março de 2008
Não conheci Fatoca profundamente, nem sequer bem. Nosso único contato foi na sua última visita a São Paulo, num bar, na comemoração conjunta do aniversário de Lula e Teca. Agosto de 2007(?). Vendo seu sorriso a gente via de quem o filho herdou o dele... É, Fatoca é mãe de Lemu a quem eu amo profundamente. Fatoca morreu ontem.
E mesmo sem conhecê-la choro a cada vez que lembro e lembro sempre. Choro pela dor que meu amigo está sentindo e por saber que ela sequer começou a doer, ainda. Choro também por saber que essa mesma dor provavelmente um dia sentirei. Choro por ele ser tão guerreiro e forte e sê-lo, principalmente, através da sua fragilidade. Por agora ele ser apenas fragilidade. Pela distância que impede o olhar, o abraço, o colo, pois as palavras, essas falham e morrem na garganta...
Mas sei - e ele também sabe - do amor que lhe dedicamos, pois a mim hoje se une uma legião de amigos, e que em nossos corações todas as orações e intenções são voltadas para ele...
18 de março de 2008
Canção das mulheres
Lya Luft
Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silencio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco mais – em lugar de voltar logo à sua vida, indo porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.
Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo “Olha que estou tendo muita paciência com você!”
Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: “Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!”
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: “Pôxa, mais um?”
Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro – filho, amigo, amante, marido – não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa – uma mulher.
Lya Luft
Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silencio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco mais – em lugar de voltar logo à sua vida, indo porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.
Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo “Olha que estou tendo muita paciência com você!”
Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: “Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!”
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: “Pôxa, mais um?”
Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro – filho, amigo, amante, marido – não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa – uma mulher.
17 de março de 2008
16 de março de 2008
Dez da noite, toca o telefone.
Eu: Alô?
Ele: A-há! Achei você!
Eu: Quem tá falando?
Ele: Esqueceu de mim mesmo né? Nem por telefone me reconhece mais.
Eu: É bliblibli.
Ele: Está vendo como não largo do teu pé? Que vivo à sua caça? Não tem como você fugir de mim!
Eu: Já percebi.
Ele: Isso é bom ou é ruim?
Eu: Bom, claro...
Ele: Você estava dormindo? Tá com uma vozinha de quem estava descansando...
Eu: Não, é cedo ainda.
Ele: Te mandei um e-mail malcriado. Mando muitos e-mails pro seu endereço do Terra...
Eu: Meu micro tá dando defeito...
Ele: ...e nada de você responder, ai de repente me chega um e-mail do Gmail, pensei "Ah! Safada! Fez outro e-mail e nem me avisou"?!?
Eu: Isso só porque tu é louco né? Tenho o e-mail do Gmail desde que ele foi lançado, ou seja, há anos, e sempre mando mensagens por ele. Você é quem nunca reparou.
Ele: Tenho de falar rápido, porque estou no celular. Me socorre?
Eu: Diga.
Ele: Tô precisando beijar na boca. Não quero trepar, não quero relacionamento, mas quero beijar na boca.
Eu: Ô criatura, tu tem noção que estou em São Paulo e não conheço ninguém ai em Brasília para quem possa ligar e dizer: vai beijar na boca do bliblibli por que ele tá precisando?
Ele: Eu quero é você. Te vira! Toma um ônibus, um avião, pula de pára-quedas, mas chega aqui pra eu te beijar. E urgente!
Eu: O.o
Ele: Só toma cuidado para ver aonde vai pousar com o pára-quedas pra não se machucar né? rs...
Eu: Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha... Tu é um brincalhão "mermo"!!!
Ele: Agora que tu já sabe o que quero, vou desligar. Aproveita seu fim de domingo. Termina de ver o Fantástico, depois tem BBB. Tô indo para casa. Beijo.
Eu: Beijo.
TumTumTumTum...
Depois eu falo e os outros acham que invento...
Eu: Alô?
Ele: A-há! Achei você!
Eu: Quem tá falando?
Ele: Esqueceu de mim mesmo né? Nem por telefone me reconhece mais.
Eu: É bliblibli.
Ele: Está vendo como não largo do teu pé? Que vivo à sua caça? Não tem como você fugir de mim!
Eu: Já percebi.
Ele: Isso é bom ou é ruim?
Eu: Bom, claro...
Ele: Você estava dormindo? Tá com uma vozinha de quem estava descansando...
Eu: Não, é cedo ainda.
Ele: Te mandei um e-mail malcriado. Mando muitos e-mails pro seu endereço do Terra...
Eu: Meu micro tá dando defeito...
Ele: ...e nada de você responder, ai de repente me chega um e-mail do Gmail, pensei "Ah! Safada! Fez outro e-mail e nem me avisou"?!?
Eu: Isso só porque tu é louco né? Tenho o e-mail do Gmail desde que ele foi lançado, ou seja, há anos, e sempre mando mensagens por ele. Você é quem nunca reparou.
Ele: Tenho de falar rápido, porque estou no celular. Me socorre?
Eu: Diga.
Ele: Tô precisando beijar na boca. Não quero trepar, não quero relacionamento, mas quero beijar na boca.
Eu: Ô criatura, tu tem noção que estou em São Paulo e não conheço ninguém ai em Brasília para quem possa ligar e dizer: vai beijar na boca do bliblibli por que ele tá precisando?
Ele: Eu quero é você. Te vira! Toma um ônibus, um avião, pula de pára-quedas, mas chega aqui pra eu te beijar. E urgente!
Eu: O.o
Ele: Só toma cuidado para ver aonde vai pousar com o pára-quedas pra não se machucar né? rs...
Eu: Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha... Tu é um brincalhão "mermo"!!!
Ele: Agora que tu já sabe o que quero, vou desligar. Aproveita seu fim de domingo. Termina de ver o Fantástico, depois tem BBB. Tô indo para casa. Beijo.
Eu: Beijo.
TumTumTumTum...
Depois eu falo e os outros acham que invento...
A gente tende a achar que tudo o que vivemos e sentimos é inédito. Que nossas dores e amores são descobertas da humanidade e dilemas exclusivos.
Ledo engano.
Tudo nesse mundo já foi visto, vivido, sentidfo, sofrido.
Ledo engano.
Tudo nesse mundo já foi visto, vivido, sentidfo, sofrido.
12 de março de 2008
O ciúme: a formiguinha que vira elefante.
Só um ciumento sabe a tortura que o ciúme causa. Sim, o ciumento faz sofrer, porém é ele a maior vítima desse mal.
O ciumento é como o alcoolista em recuperação: há de evitar o "primeiro gole" sempre. E no entanto, há de se convir que o tratamento do ciúmes é mais difícil do que o do alcoolismo, pois muitas vezes bebe-se o tal gole sem ao menos se dar conta de que o estamos fazendo.
Ciúmes fala de insegurança. De medo. Medo de que alguém tome o lugar que se quer ter no outro. Absoluto. Eterno.
Mas o que é eterno nessa vida?
Também fala de tormento. De pensamento compulsivo causando dor tão intensa que leva à destruição, se não concreta, simbólica: quer se extirpar algo que possa nos ferir tanto. Geralmente faz-se isso fazendo doer no outro igual sangramento...
Fala ainda da consciência de que amor se sobrepõe. Sabemos que podemos ser amados e que, mesmo assim, um outro alguém passa a sê-lo ao mesmo tempo e numa intensidade de "querer" superior ao que em mim já é costume...
O ciúmes delata a certeza de sermos descartáveis e substituíveis e o desejo de não ser. A necessidade de sermos marcantes e da percepção de que somos apenas e tão somente comuns...
O ciumento anseia pela eternidade do amor na mesma medida em desacredita dela. E ele nunca tem certeza do amor que lhe dedicam, justo por conta disso. Não adianta que o outro fale, exemplifique cotidianamente: é perene nele a certeza de que um dia isso muda. E muda porque nele mesmo mudou e tantas e tantas vezes. Só não muda essa nunca sentir-se suficiente...
Ciúmes não é prova de amor. É atestado de ausência de "eu". Pois tudo se sabe, e no entanto, nada se sente que possa amenizar aquela doideira. É um desejo de consumir e ser consumido. De justificar a própria existência pelo outro que nos sente e ama, apesar de nós mesmos. É querer ser vivido para o outro e pelo outro. É a certeza de que um dia este descobrirá a farsa que somos e nos dará as costas.
Por fim (ao menos por hora), é o sentimento mais burro que existe, pois intenta controlar aquilo do que não se pode sequer ter notícias: o que o outro sente.
Só um ciumento sabe a tortura que o ciúme causa. Sim, o ciumento faz sofrer, porém é ele a maior vítima desse mal.
O ciumento é como o alcoolista em recuperação: há de evitar o "primeiro gole" sempre. E no entanto, há de se convir que o tratamento do ciúmes é mais difícil do que o do alcoolismo, pois muitas vezes bebe-se o tal gole sem ao menos se dar conta de que o estamos fazendo.
Ciúmes fala de insegurança. De medo. Medo de que alguém tome o lugar que se quer ter no outro. Absoluto. Eterno.
Mas o que é eterno nessa vida?
Também fala de tormento. De pensamento compulsivo causando dor tão intensa que leva à destruição, se não concreta, simbólica: quer se extirpar algo que possa nos ferir tanto. Geralmente faz-se isso fazendo doer no outro igual sangramento...
Fala ainda da consciência de que amor se sobrepõe. Sabemos que podemos ser amados e que, mesmo assim, um outro alguém passa a sê-lo ao mesmo tempo e numa intensidade de "querer" superior ao que em mim já é costume...
O ciúmes delata a certeza de sermos descartáveis e substituíveis e o desejo de não ser. A necessidade de sermos marcantes e da percepção de que somos apenas e tão somente comuns...
O ciumento anseia pela eternidade do amor na mesma medida em desacredita dela. E ele nunca tem certeza do amor que lhe dedicam, justo por conta disso. Não adianta que o outro fale, exemplifique cotidianamente: é perene nele a certeza de que um dia isso muda. E muda porque nele mesmo mudou e tantas e tantas vezes. Só não muda essa nunca sentir-se suficiente...
Ciúmes não é prova de amor. É atestado de ausência de "eu". Pois tudo se sabe, e no entanto, nada se sente que possa amenizar aquela doideira. É um desejo de consumir e ser consumido. De justificar a própria existência pelo outro que nos sente e ama, apesar de nós mesmos. É querer ser vivido para o outro e pelo outro. É a certeza de que um dia este descobrirá a farsa que somos e nos dará as costas.
Por fim (ao menos por hora), é o sentimento mais burro que existe, pois intenta controlar aquilo do que não se pode sequer ter notícias: o que o outro sente.
10 de março de 2008
Ao telefone:
Ela: Menina, não se passa um dia sequer sem que eu lembre de você!
Eu: É, porque?
Ela: Quando me separei, ia na sua casa e dizia que tinha perdido meu marido. Você então me alertava: "não diga que perdeu, pois quem perde, acha". Hoje olho para ele e penso: "bem que ela me avisou, num é que achei mesmo o empiastro de novo?".
Ela: Menina, não se passa um dia sequer sem que eu lembre de você!
Eu: É, porque?
Ela: Quando me separei, ia na sua casa e dizia que tinha perdido meu marido. Você então me alertava: "não diga que perdeu, pois quem perde, acha". Hoje olho para ele e penso: "bem que ela me avisou, num é que achei mesmo o empiastro de novo?".
9 de março de 2008

Neto, ontem, rindo - e sem-graça demais - na cantina italiana com aquele bando de paulistanos que param de comer para cantar e bater palmas, enquanto o proprietário bate as tampas das panelas, todos acompanhando Volare e as tarantelas...

O cantor simpatíssimo!!!

Todos olhando para as tampas de panelas sendo batidas e jogadas no chão! rs..
4 de março de 2008
E nem contei né? Mas estou virando atriz.
Fui convidada para encenar uma peça infantil. Teatro profissional e topei o desafio. Estou aprendendo a interpretar e não é mole não. Mas tenho tenho um diretor bacanérrimo e literalmente estou suando a camisa para a coisa ficar redonda. A gente deve estrear em Meados me Abril, começo de Maio.
Lembram quando, há alguns meses, eu disse aqui que estava sentindo o vento da mudança soprar?
Era disso que eu estava falando. E esse é apenas o começo!
Fui convidada para encenar uma peça infantil. Teatro profissional e topei o desafio. Estou aprendendo a interpretar e não é mole não. Mas tenho tenho um diretor bacanérrimo e literalmente estou suando a camisa para a coisa ficar redonda. A gente deve estrear em Meados me Abril, começo de Maio.
Lembram quando, há alguns meses, eu disse aqui que estava sentindo o vento da mudança soprar?
Era disso que eu estava falando. E esse é apenas o começo!
3 de março de 2008
Todo mundo gosta de comer algumas coisas meio trash não é? Eu também!
Uma das coisas que "adouro" é sardinha em lata. Rapaz! MUITO bom né? Mas tem de ser em óleo comestível, porém preferencialmente em água ou com limão! Hum... Pura delícia! E se misturar no macarrão então? Ontem foi meu jantar!
E enquanto comia fiquei pensando se caso fosse obrigada a passar muito tempo comendo apenas aquilo na vida - tipo me perder na ilha de Lost e nas caixas só ter macarrão e sardinha em lata - se seria algo do qual enjoaria... Porque é tipo pão com manteiga né? A gente passa a vida comendo, mas não enjôa.
Uma das coisas que "adouro" é sardinha em lata. Rapaz! MUITO bom né? Mas tem de ser em óleo comestível, porém preferencialmente em água ou com limão! Hum... Pura delícia! E se misturar no macarrão então? Ontem foi meu jantar!
E enquanto comia fiquei pensando se caso fosse obrigada a passar muito tempo comendo apenas aquilo na vida - tipo me perder na ilha de Lost e nas caixas só ter macarrão e sardinha em lata - se seria algo do qual enjoaria... Porque é tipo pão com manteiga né? A gente passa a vida comendo, mas não enjôa.
2 de março de 2008
Acordo, vou ao banheiro, escovo os dentes, vou tomar meu café da manhã. Venho para a frente do micro, ligo-o e ele trava antes mesmo de sair da hibernação. Dou um boot.
Depois disso foram quatro horas de briga para ele aceitar um ponto de restauração, pois até levá-lo para a execução no modo de segurança era um Trabalho de Hércules.
Agora a cabeça e costas doem de tanta tensão, mas ele está aqui funcionando direitinho.
Viva!
Mas o cérebro está lesado. Recebo um e-mail do "staff do Terra" dizendo que após uma manutenção do sistema tenho de ir lá para validar minha conta e o que faço? Clico no link! Sorte que depois do breve lapso, me toquei na hora que era link para vírus e fechei a tela.
Rapaz! Põe fé?
Depois disso foram quatro horas de briga para ele aceitar um ponto de restauração, pois até levá-lo para a execução no modo de segurança era um Trabalho de Hércules.
Agora a cabeça e costas doem de tanta tensão, mas ele está aqui funcionando direitinho.
Viva!
Mas o cérebro está lesado. Recebo um e-mail do "staff do Terra" dizendo que após uma manutenção do sistema tenho de ir lá para validar minha conta e o que faço? Clico no link! Sorte que depois do breve lapso, me toquei na hora que era link para vírus e fechei a tela.
Rapaz! Põe fé?
1 de março de 2008
Há dias venho aqui e abro a tela aonde escrever. Penso; penso; digito algumas linhas; leio e releio. Digo: "nhé!", apago tudo e vou-me embora.
Não que não tenha nada acontecendo na minha vida ou em mim. Tem. MUITA coisa. Mas de verdade: a quem isso interessa?
Talvez seja ainda o efeito das palavras da amiga que ecoam em mim ao longo dos dias: "não havemos de dizer o que sentimos à ninguém" e a isso somasse a percepção de que demonstrar também não. Nada de ser transparente e deixar as pessoas te lerem nas entrelinhas. Ou nos olhos. Ou pelas pontas dos dedos.
O universo é feito de segredos. Eu sou parte do universo. Agora completamente integrada.
Ser sincera é uma das coisas mais doloridas da vida, porque inútil. As pessoas metem deliberadamente acerca de si. E dos outros. Se não mentem, omitem. O que, no fim das contas, dá no mesmo, já que impede que se veja, se conheça. Todo mundo é um holograma de si mesmo. Ninguém está aonde diz estar. Ninguém é o que se vê. Nem eu.
Estou aprendendo o cinismo; o ver e fingir que não vi. Ler e ouvir idem. Descaradamente deixo de responder a perguntas; mudo de assunto, ou simplesmente me calo até que o desconforto passe. Ou a raiva. Ou a tristeza.
A consciência é algo que não se perde. Uma vez que você sabe, você sabe. Nada muda isso. Nem o falar e nem o calar.
Com tudo isso, não existe mais na minha vida aquela pessoa para quem se quer correr e contar todas as coisas que te acontecem. Nem de quem ouvir tudo de bom ou de ruim que se tenha a dizer. Tem amigos, bons amigos, amigos maravilhosos. Mas aos quais também não se diz tudo...
O bom disso tudo é que não tem mais surto, reclamações, "choro e ranger de dentes" Nenhuma ligação onde acabo em lágrimas; nenhuma necessidade de consolo. Sempre está tudo bem, e eu alegre e saltitante.
Bom não é? Pois. Eu também acho ótimo!
Não que não tenha nada acontecendo na minha vida ou em mim. Tem. MUITA coisa. Mas de verdade: a quem isso interessa?
Talvez seja ainda o efeito das palavras da amiga que ecoam em mim ao longo dos dias: "não havemos de dizer o que sentimos à ninguém" e a isso somasse a percepção de que demonstrar também não. Nada de ser transparente e deixar as pessoas te lerem nas entrelinhas. Ou nos olhos. Ou pelas pontas dos dedos.
O universo é feito de segredos. Eu sou parte do universo. Agora completamente integrada.
Ser sincera é uma das coisas mais doloridas da vida, porque inútil. As pessoas metem deliberadamente acerca de si. E dos outros. Se não mentem, omitem. O que, no fim das contas, dá no mesmo, já que impede que se veja, se conheça. Todo mundo é um holograma de si mesmo. Ninguém está aonde diz estar. Ninguém é o que se vê. Nem eu.
Estou aprendendo o cinismo; o ver e fingir que não vi. Ler e ouvir idem. Descaradamente deixo de responder a perguntas; mudo de assunto, ou simplesmente me calo até que o desconforto passe. Ou a raiva. Ou a tristeza.
A consciência é algo que não se perde. Uma vez que você sabe, você sabe. Nada muda isso. Nem o falar e nem o calar.
Com tudo isso, não existe mais na minha vida aquela pessoa para quem se quer correr e contar todas as coisas que te acontecem. Nem de quem ouvir tudo de bom ou de ruim que se tenha a dizer. Tem amigos, bons amigos, amigos maravilhosos. Mas aos quais também não se diz tudo...
O bom disso tudo é que não tem mais surto, reclamações, "choro e ranger de dentes" Nenhuma ligação onde acabo em lágrimas; nenhuma necessidade de consolo. Sempre está tudo bem, e eu alegre e saltitante.
Bom não é? Pois. Eu também acho ótimo!
24 de fevereiro de 2008
A primeira certeza que tenho na vida é a de que vou morrer. Essa é uma certeza de todos.
A segunda é que ao longo da minha vida vou errar muito, vou errar cotidianamente, vou errar até mesmo quando estiver ferrenhamente tentando acertar. Porque viver é aprender e quem precisa aprender é porque não sabe, e quem não sabe, geralmente descobre que não sabe justamente quando erra.
A terceira certeza que trago é conseqüência direta da segunda: necessitarei durante minha existência tanto perdoar quanto ser perdoada.
Deve ser muito bom viver acreditando que nunca se vai precisar do perdão alheio, que jamais se cometerá erros tão graves quanto os dos outros. Bom, mas mentiroso. Não tem quem não erre e feio nessa vida, minimamente uma vez e se for só uma vez, já se está no lucro. quer dizer: tem quem não erre, os expoentes da humanidade como Ghandi, Madre Tereza de Calcutá. Porém sejamos realistas e admitamos que não estamos nem perto da sombra do que eles foram. E, no entanto, tem quem ache que seus erros nunca necessitarão de perdão e por isso julgam os outros com toda severidade. Uma coisa é colocar limites, outra é castigar, punir as pessoas como se se fosse isento das mesmas falhas. Arrogância pura. Mas tudo bem, a vida ensina à todos.
A segunda é que ao longo da minha vida vou errar muito, vou errar cotidianamente, vou errar até mesmo quando estiver ferrenhamente tentando acertar. Porque viver é aprender e quem precisa aprender é porque não sabe, e quem não sabe, geralmente descobre que não sabe justamente quando erra.
A terceira certeza que trago é conseqüência direta da segunda: necessitarei durante minha existência tanto perdoar quanto ser perdoada.
Deve ser muito bom viver acreditando que nunca se vai precisar do perdão alheio, que jamais se cometerá erros tão graves quanto os dos outros. Bom, mas mentiroso. Não tem quem não erre e feio nessa vida, minimamente uma vez e se for só uma vez, já se está no lucro. quer dizer: tem quem não erre, os expoentes da humanidade como Ghandi, Madre Tereza de Calcutá. Porém sejamos realistas e admitamos que não estamos nem perto da sombra do que eles foram. E, no entanto, tem quem ache que seus erros nunca necessitarão de perdão e por isso julgam os outros com toda severidade. Uma coisa é colocar limites, outra é castigar, punir as pessoas como se se fosse isento das mesmas falhas. Arrogância pura. Mas tudo bem, a vida ensina à todos.
23 de fevereiro de 2008
Pessoas que machucam sem bater
Martha Medeiros
É fácil deixar uma pessoa emocionalmente em frangalhos. É só mirar no peito e atirar com palavras.
Um dos maiores dramas femininos é a violência dentro de casa. Milhares de mulheres apanham do marido e do namorado. Não importa se são pobres ou ricas, analfabetas ou cultas: apanham uma, duas, três vezes e, em vez e fazerem a malinha e darem um novo rumo às suas vidas, mantêm-se onde estão, roxas e orgulhosas.
A maioria suporta a situação porque não tem como se sustentar, não tem para onde levar os filhos, elas estão nesse mundo sem pai nem mãe. Mas há outro motivo curioso: muitas mulheres encaram a surra como um contato íntimo. Na falta de um beijo, aceita-se um tapa. Dói, mas ninguém pode dizer que não existe uma relação a dois. É uma maneira masoquista de se fazer notar, de não se sentir ignorada pelo companheiro. Apanho, logo
existo.
Que é medieval, nem se discute. Mas a humanidade convive há séculos com essas armadilhas, com essas cenas em que cada um interpreta como lhe convém. Podemos nos apiedar de quem sofre maus tratos em nome desse amor fora dos padrões, mas a verdade é que apanhamos todas, todos. Diga aí quem nunca machucou, quem nunca foi machucado, mesmo sem trazer marcas visíveis.
Algumas pessoas são experts em não deixar cicatrizar velhas feridas, em fazer dor no ponto frágil. Insinuações doem, acusações injustas doem, desapego dói, indiferença, então. É justamente dentro das relações mais íntimas que se obtêm as melhores armas. A vulnerabilidade é terreno fértil para surras psicológicas. Sabemos como reage nosso cônjuge, o que costuma ferir nosso irmão, onde nossos amigos fraquejam. Basta uma frase, uma ironia, e o abatemos. Deixar uma pessoa emocionalmente em frangalhos não é passível de condenação. Não é crime, não deixa marcas de sangue no tapete. Mira-se no peito, atira-se com palavras, e os estilhaços caem para dentro.
A violência física não tem essa premeditação. Ela caracteriza-se pela falta absoluta de controle. No momento em que se agride alguém com socos e pontapés, atravessa-se a fronteira do racional: vigora a degradação, a selvageria, o fim da civilidade. Por isso, preferimos a agressão verbal, que, apesar de também machucar, ao menos mantém a ordem. O ideal, no entanto, seria escaparmos ilesos de qualquer brutalidade e convivermos apenas com abraços, sorrisos e palavras gentis, coisa que acontece apenas entre quem mal se conhece. A ternura full time só é comum entre pessoas cujas vidas não se misturam, não trazem conseqüências uma para a outra. Já a intimidade permite que a mágoa brote, transformando rancor em munição. Mike Tyson ao menos ganhava bem para bater e levar. Fora do ringue, todo mundo perde.
Martha Medeiros
É fácil deixar uma pessoa emocionalmente em frangalhos. É só mirar no peito e atirar com palavras.
Um dos maiores dramas femininos é a violência dentro de casa. Milhares de mulheres apanham do marido e do namorado. Não importa se são pobres ou ricas, analfabetas ou cultas: apanham uma, duas, três vezes e, em vez e fazerem a malinha e darem um novo rumo às suas vidas, mantêm-se onde estão, roxas e orgulhosas.
A maioria suporta a situação porque não tem como se sustentar, não tem para onde levar os filhos, elas estão nesse mundo sem pai nem mãe. Mas há outro motivo curioso: muitas mulheres encaram a surra como um contato íntimo. Na falta de um beijo, aceita-se um tapa. Dói, mas ninguém pode dizer que não existe uma relação a dois. É uma maneira masoquista de se fazer notar, de não se sentir ignorada pelo companheiro. Apanho, logo
existo.
Que é medieval, nem se discute. Mas a humanidade convive há séculos com essas armadilhas, com essas cenas em que cada um interpreta como lhe convém. Podemos nos apiedar de quem sofre maus tratos em nome desse amor fora dos padrões, mas a verdade é que apanhamos todas, todos. Diga aí quem nunca machucou, quem nunca foi machucado, mesmo sem trazer marcas visíveis.
Algumas pessoas são experts em não deixar cicatrizar velhas feridas, em fazer dor no ponto frágil. Insinuações doem, acusações injustas doem, desapego dói, indiferença, então. É justamente dentro das relações mais íntimas que se obtêm as melhores armas. A vulnerabilidade é terreno fértil para surras psicológicas. Sabemos como reage nosso cônjuge, o que costuma ferir nosso irmão, onde nossos amigos fraquejam. Basta uma frase, uma ironia, e o abatemos. Deixar uma pessoa emocionalmente em frangalhos não é passível de condenação. Não é crime, não deixa marcas de sangue no tapete. Mira-se no peito, atira-se com palavras, e os estilhaços caem para dentro.
A violência física não tem essa premeditação. Ela caracteriza-se pela falta absoluta de controle. No momento em que se agride alguém com socos e pontapés, atravessa-se a fronteira do racional: vigora a degradação, a selvageria, o fim da civilidade. Por isso, preferimos a agressão verbal, que, apesar de também machucar, ao menos mantém a ordem. O ideal, no entanto, seria escaparmos ilesos de qualquer brutalidade e convivermos apenas com abraços, sorrisos e palavras gentis, coisa que acontece apenas entre quem mal se conhece. A ternura full time só é comum entre pessoas cujas vidas não se misturam, não trazem conseqüências uma para a outra. Já a intimidade permite que a mágoa brote, transformando rancor em munição. Mike Tyson ao menos ganhava bem para bater e levar. Fora do ringue, todo mundo perde.
19 de fevereiro de 2008
Quem "inventou" o mito de matar dragões, quimeras e monstros, sabia o que é lutar para mudar o que se sente...
E não existe nada mais eficaz para isso do que olhar a realidade e as pessoas exatamente como elas são.
O que engrandece as coisas são as fantasias que mesmo inconscientemente depositamos sobre elas.
E não existe nada mais eficaz para isso do que olhar a realidade e as pessoas exatamente como elas são.
O que engrandece as coisas são as fantasias que mesmo inconscientemente depositamos sobre elas.
18 de fevereiro de 2008
Um dia quero que alguém me dê de presente o manual da maturidade afetiva pelo qual algumas pessoas parecem viver. É, quero. Mas suspeito fortemente que o que as pessoas chamam de maturidade é apenas fingimento e omissão de sentimento. Fingir que não está sentindo nada quando na verdade se está desabando por dentro... Como se isso protegesse de algo. Como se o outro não saber te colocasse a salvo do que está acontecendo dentro de você...
E uma das poucas coisas que sei nessa vida acerca das relações humanas, é que o que a gente nunca deve fazer é diminuir o que o outro está sentindo. Até entendo que o objetivo é ajudar, que a fantasia é de que tratando a coisa como algo menor, a razão se aposse da emoção, tome controle da situação e as coisas tomem outro rumo. Porém se a pessoa está dizendo que está doendo muito, é porque está doendo muito e menosprezar esse sentimento é tiro saído pela culatra. Fere muito mais do que cura.
E uma das poucas coisas que sei nessa vida acerca das relações humanas, é que o que a gente nunca deve fazer é diminuir o que o outro está sentindo. Até entendo que o objetivo é ajudar, que a fantasia é de que tratando a coisa como algo menor, a razão se aposse da emoção, tome controle da situação e as coisas tomem outro rumo. Porém se a pessoa está dizendo que está doendo muito, é porque está doendo muito e menosprezar esse sentimento é tiro saído pela culatra. Fere muito mais do que cura.
17 de fevereiro de 2008
Faz parte de ser adolescente ter certezas absolutas sobre tudo e qualquer coisa. O adolescente simplesmente sabe e julga o mundo e as pessoas em cima do que sabe. É sim ou não, branco no preto, certo ou errado.
Conforme você vai amadurecendo, perde essas certezas todas sobre tudo e todos, pois com o tempo vai se dando conta que não existe nenhuma regra ou exceção que explique o homem e sua humanidade. Inversamente ao que pensamos quando mais novos, a maturidade não cessa os questionamentos; acentua-os, e lhes altera a qualidade.
Talvez isso aconteça por nos vermos errando ao longo da vida. Cometendo os mesmo erros, e uns completamente novos. Talvez porque aprendermos que saber e sentir são coisas que não necessariamente acontecem em concordância. E que somos tantos ao longo de uma vida, mas tantas e tão diversas partículas que é bobagem tentar definir o que somos ou podemos ser a cada instante... Fato é que nada nessa vida se define.
Às vezes sinto vontade de voltar a ter as certezas de um adolescente. De ter a sensação de segurança que na minha idade se perde, na exata medida em que se vai ganhando, cada vez mais, consciência da vastidão da condição humana, e que na vida não existem nem bandidos e nem mocinhos.
Conforme você vai amadurecendo, perde essas certezas todas sobre tudo e todos, pois com o tempo vai se dando conta que não existe nenhuma regra ou exceção que explique o homem e sua humanidade. Inversamente ao que pensamos quando mais novos, a maturidade não cessa os questionamentos; acentua-os, e lhes altera a qualidade.
Talvez isso aconteça por nos vermos errando ao longo da vida. Cometendo os mesmo erros, e uns completamente novos. Talvez porque aprendermos que saber e sentir são coisas que não necessariamente acontecem em concordância. E que somos tantos ao longo de uma vida, mas tantas e tão diversas partículas que é bobagem tentar definir o que somos ou podemos ser a cada instante... Fato é que nada nessa vida se define.
Às vezes sinto vontade de voltar a ter as certezas de um adolescente. De ter a sensação de segurança que na minha idade se perde, na exata medida em que se vai ganhando, cada vez mais, consciência da vastidão da condição humana, e que na vida não existem nem bandidos e nem mocinhos.
11 de fevereiro de 2008
A improvável arte de ser mulher
Xxxxxx diz (21:13):
A Zzzzzz DISSE QUE QUER CONVERSAR COM VC NO FINAL DE SEMANA... RS
Xxxxxx diz (21:13):
SOBRE JOGOS DE SIMULAÇAO, QUE EU DISSE QUE VC TB GOSTA
Marie diz (21:14):
rs.. então tá né? diga a ela que conversaremos sim, fico esperando!
Marie diz (21:14):
mas eu num tenho nenhum, contei?
Xxxxxx diz (21:14):
não... entao pede prela te explicar o the sims
Marie diz (21:15):
eu num consegui instalar, frustração!
Marie diz (21:15):
sim, eu converso com ela sim! vou adorar!
Xxxxxx diz (21:15):
aki tb ta de rosca... consegui só 1 ou 2...
Marie diz (21:15):
que será né?
Marie diz (21:16):
tem o tal do seconde life on-line, mas nunca me aventurei...
Xxxxxx diz (21:16):
é pobrema de configurção... no micro da menina no 3º andar, que é mais véi que esse, roda tudo
Xxxxxx diz (21:17):
assim que sobrar uma grana, vou chamar o Julio para vir aki ver... to com os mails do fabricante do jogo mas não me atrevi a mexer nas configurações... aí qq coisa te passo
Marie diz (21:18):
tá
Xxxxxx diz (21:19):
qdo entrar no mail vou procurar e te passar o que eles me passaram
Marie diz (21:21):
tá
Xxxxxx diz (21:21):
tá abrindo... me passa o seu mail
Marie diz (21:23):
mariesermoud@terra.com.br
Marie diz (21:39):
chegou, depois tento reinstalar aqui...
Xxxxxx diz (21:39):
acho que tem outro... não lembro... vou ver
Xxxxxx diz (21:46):
se liga no que tá indo agora...
Xxxxxx diz (21:48):
nesse segundo, além de dizer que minha placa novinha é desatualizada, tenho que fazer facul de ciência da computação...
Xxxxxx diz (21:48):
por isso não mexi
Marie diz (21:49):
nem eu me atrevo a mexer em drivres...
Xxxxxx diz (21:49):
nesse segundo o problema é que ao rodar, as imagens saíam em blocos..
Xxxxxx diz (21:49):
pois é... uma bosta esses jogos
Xxxxxx diz (21:49):
mas leia esse segundo
Marie diz (21:50):
tô lendo
Xxxxxx diz (21:50):
eles são tão meigos...
Marie diz (21:51):
eles tão ensinando vc a limpar tudo
Marie diz (21:51):
pq no 98 isso pode atrapalhar mesmo
Marie diz (21:51):
mas tu num tá com um XP agora?
Xxxxxx diz (21:51):
sim
Xxxxxx diz (21:51):
acho que sim
Xxxxxx diz (21:53):
nem me atrevo a mexer nisso tudo... tenho que chamar o tecnico ou mandar esses mails e ver se isso eh viável...
Marie diz (21:53):
rsrsrs como assim: Acho que sim?
Marie diz (21:53):
os procedimentos são corretos Xxx...
Marie diz (21:53):
mas vc tem de saber qual é o seu windowns.. rs
Xxxxxx diz (21:54):
tenho?
Xxxxxx diz (21:54):
acho que é o xp sim...
Marie diz (21:54):
teeeeeeeeeem! juro que tem! rs... até pra reclamar no técnico!
Marie diz (21:55):
vai em iniciar, executar e na telinha que abrir escreve cmd e dá ok
Marie diz (21:55):
vai abrir uma tela preta e ai vc diz o que tá escrito lá: xp ou 98
Xxxxxx diz (21:55):
(carinha de choro)
Marie diz (21:56):
posso colar esse diálogo no blog ocultando seu nome? isso é incrível!!! rs..
Marie diz (21:56):
tô rindo muito aqui!
Xxxxxx diz (21:56):
XP 5.1.2600
Xxxxxx diz (21:56):
pode por o nome
Marie diz (21:56):
viu? sua versão do windowns é XP! então o que tá escrito nesse e-mail num serve procê.. rs
Xxxxxx diz (21:56):
(carinha de choro)
Xxxxxx diz (21:57):
(carinha tímida)
Xxxxxx diz (21:57):
então tenho que mandar outro mail
Marie diz (21:57):
viu como uma simples informação resolve um problema e economiza até o tempo do técnico?
Xxxxxx diz (21:58):
(carinha de envergonhada)
Marie diz (21:58):
sim! dizendo que teu windowns é XP e que não tá instalando! que mandem soluções pro XP e não pro 98!
Xxxxxx diz (21:58):
vou fazser o seguinte: vou mandar esses 2 mails pro tecnico e ele manda de lá um mail pra assistencia pra conve arem de igual pra igual...
Marie diz (21:59):
antes de mandarem vc mexer e atualizar drives, aliás num micro novo né? foi o que pensei quando li: mas o micro dela é novo!
Marie diz (21:59):
vc quem sabe.. rs.. eu acho que vc economizava ter de pagar o técnico depois né? mas............... rs** como riria um amigo meu!
Xxxxxx diz (21:13):
A Zzzzzz DISSE QUE QUER CONVERSAR COM VC NO FINAL DE SEMANA... RS
Xxxxxx diz (21:13):
SOBRE JOGOS DE SIMULAÇAO, QUE EU DISSE QUE VC TB GOSTA
Marie diz (21:14):
rs.. então tá né? diga a ela que conversaremos sim, fico esperando!
Marie diz (21:14):
mas eu num tenho nenhum, contei?
Xxxxxx diz (21:14):
não... entao pede prela te explicar o the sims
Marie diz (21:15):
eu num consegui instalar, frustração!
Marie diz (21:15):
sim, eu converso com ela sim! vou adorar!
Xxxxxx diz (21:15):
aki tb ta de rosca... consegui só 1 ou 2...
Marie diz (21:15):
que será né?
Marie diz (21:16):
tem o tal do seconde life on-line, mas nunca me aventurei...
Xxxxxx diz (21:16):
é pobrema de configurção... no micro da menina no 3º andar, que é mais véi que esse, roda tudo
Xxxxxx diz (21:17):
assim que sobrar uma grana, vou chamar o Julio para vir aki ver... to com os mails do fabricante do jogo mas não me atrevi a mexer nas configurações... aí qq coisa te passo
Marie diz (21:18):
tá
Xxxxxx diz (21:19):
qdo entrar no mail vou procurar e te passar o que eles me passaram
Marie diz (21:21):
tá
Xxxxxx diz (21:21):
tá abrindo... me passa o seu mail
Marie diz (21:23):
mariesermoud@terra.com.br
Marie diz (21:39):
chegou, depois tento reinstalar aqui...
Xxxxxx diz (21:39):
acho que tem outro... não lembro... vou ver
Xxxxxx diz (21:46):
se liga no que tá indo agora...
Xxxxxx diz (21:48):
nesse segundo, além de dizer que minha placa novinha é desatualizada, tenho que fazer facul de ciência da computação...
Xxxxxx diz (21:48):
por isso não mexi
Marie diz (21:49):
nem eu me atrevo a mexer em drivres...
Xxxxxx diz (21:49):
nesse segundo o problema é que ao rodar, as imagens saíam em blocos..
Xxxxxx diz (21:49):
pois é... uma bosta esses jogos
Xxxxxx diz (21:49):
mas leia esse segundo
Marie diz (21:50):
tô lendo
Xxxxxx diz (21:50):
eles são tão meigos...
Marie diz (21:51):
eles tão ensinando vc a limpar tudo
Marie diz (21:51):
pq no 98 isso pode atrapalhar mesmo
Marie diz (21:51):
mas tu num tá com um XP agora?
Xxxxxx diz (21:51):
sim
Xxxxxx diz (21:51):
acho que sim
Xxxxxx diz (21:53):
nem me atrevo a mexer nisso tudo... tenho que chamar o tecnico ou mandar esses mails e ver se isso eh viável...
Marie diz (21:53):
rsrsrs como assim: Acho que sim?
Marie diz (21:53):
os procedimentos são corretos Xxx...
Marie diz (21:53):
mas vc tem de saber qual é o seu windowns.. rs
Xxxxxx diz (21:54):
tenho?
Xxxxxx diz (21:54):
acho que é o xp sim...
Marie diz (21:54):
teeeeeeeeeem! juro que tem! rs... até pra reclamar no técnico!
Marie diz (21:55):
vai em iniciar, executar e na telinha que abrir escreve cmd e dá ok
Marie diz (21:55):
vai abrir uma tela preta e ai vc diz o que tá escrito lá: xp ou 98
Xxxxxx diz (21:55):
(carinha de choro)
Marie diz (21:56):
posso colar esse diálogo no blog ocultando seu nome? isso é incrível!!! rs..
Marie diz (21:56):
tô rindo muito aqui!
Xxxxxx diz (21:56):
XP 5.1.2600
Xxxxxx diz (21:56):
pode por o nome
Marie diz (21:56):
viu? sua versão do windowns é XP! então o que tá escrito nesse e-mail num serve procê.. rs
Xxxxxx diz (21:56):
(carinha de choro)
Xxxxxx diz (21:57):
(carinha tímida)
Xxxxxx diz (21:57):
então tenho que mandar outro mail
Marie diz (21:57):
viu como uma simples informação resolve um problema e economiza até o tempo do técnico?
Xxxxxx diz (21:58):
(carinha de envergonhada)
Marie diz (21:58):
sim! dizendo que teu windowns é XP e que não tá instalando! que mandem soluções pro XP e não pro 98!
Xxxxxx diz (21:58):
vou fazser o seguinte: vou mandar esses 2 mails pro tecnico e ele manda de lá um mail pra assistencia pra conve arem de igual pra igual...
Marie diz (21:59):
antes de mandarem vc mexer e atualizar drives, aliás num micro novo né? foi o que pensei quando li: mas o micro dela é novo!
Marie diz (21:59):
vc quem sabe.. rs.. eu acho que vc economizava ter de pagar o técnico depois né? mas............... rs** como riria um amigo meu!
9 de fevereiro de 2008
8 de fevereiro de 2008
Dei uma primeira reorganizada no blog. Tirei os links inativos (e aqui entenda-se por "inativos" aqueles que não me interessam mais por vááários motivos) e adicionei as boas descobertas dos últimos meses.
Tem muita coisa boa ai do lado.
MUITA.
Opiniões que valem a pena se levar em conta para se ter uma visão de mundo mais adequada, e literatura de primeira qualidade à disposição de todos.
Tem muita coisa boa ai do lado.
MUITA.
Opiniões que valem a pena se levar em conta para se ter uma visão de mundo mais adequada, e literatura de primeira qualidade à disposição de todos.
6 de fevereiro de 2008
Eu gostava mais quando apenas sonhava te amar.
Nos meus sonhos éramos perfeitos.
Você era perfeito; eu era perfeita.
Ou apenas eram nossos defeitos a se complementarem com perfeição.
A gente insistiu em transgredir o sonho e tornamo-nos realidade.
E toda a onírica perfeição se transformou em concreta solidão.
Isso me traz alívio.
Nos meus sonhos éramos perfeitos.
Você era perfeito; eu era perfeita.
Ou apenas eram nossos defeitos a se complementarem com perfeição.
A gente insistiu em transgredir o sonho e tornamo-nos realidade.
E toda a onírica perfeição se transformou em concreta solidão.
Isso me traz alívio.
4 de fevereiro de 2008
Das pequenas coisas "incompreensíveis" na humanidade:
(Ainda do Churrasco)
O tema, claro, era baile de Carnaval. A aniversariante comprou máscaras purpurinadas e boás (echarpes de penas) com as quais enfeitou as paredes. Estava lindo. Lá pelas tantas começa o "baile" e ela sai distribuindo máscaras e boás para as pessoas que quis. Eu ganhei um boá laranja. As duas meninas pequenas presentes na festa não ganharam.
Uma das convidadas cedeu o dela - rosa - para a sobrinha da aniversariante que emburrou na hora. Bem mais tarde chega a mãe da outra menina sem e me pede:
- Você me empresta o seu? Só pra ela brincar um pouquinho, pois está de bico.
Emprestei e fiquei pensando que a hora que fosse para devolver, a menina ficaria novamente de bico, e que então aquele boá já era, mesmo sempre tendo sonhado em ter um, coisa de Drag Queen enrrustida. Porém como a mãe usou o termo emprestar, quis ver até aonde aquilo ia.
Foi até o ponto de irem colocar o boá no carro e ninguém falar nada sobre devolver na hora de ir embora. Aliás, nem vi irem embora.
(Ainda do Churrasco)
O tema, claro, era baile de Carnaval. A aniversariante comprou máscaras purpurinadas e boás (echarpes de penas) com as quais enfeitou as paredes. Estava lindo. Lá pelas tantas começa o "baile" e ela sai distribuindo máscaras e boás para as pessoas que quis. Eu ganhei um boá laranja. As duas meninas pequenas presentes na festa não ganharam.
Uma das convidadas cedeu o dela - rosa - para a sobrinha da aniversariante que emburrou na hora. Bem mais tarde chega a mãe da outra menina sem e me pede:
- Você me empresta o seu? Só pra ela brincar um pouquinho, pois está de bico.
Emprestei e fiquei pensando que a hora que fosse para devolver, a menina ficaria novamente de bico, e que então aquele boá já era, mesmo sempre tendo sonhado em ter um, coisa de Drag Queen enrrustida. Porém como a mãe usou o termo emprestar, quis ver até aonde aquilo ia.
Foi até o ponto de irem colocar o boá no carro e ninguém falar nada sobre devolver na hora de ir embora. Aliás, nem vi irem embora.
Ontem conheci um marroquino. Mamo. Cantor. Canta que é uma belezura. Fim de festa, pouca gente e finalmente pudemos trocar impressões culturais, algo que gosto muito. Lá pelas tantas, ele me pergunta se sou casada e quando digo que não, responde prontamente:
- Eu te desejo muita boa sorte.
E aquilo, senti, era uma espécie de oração.
- Pra quê? Respondi de olhos arregalados.
- No meu país, quando encontramos uma mulher que ainda não casou, desejamos que ela tenha boa sorte para encontrar um marido, pois toda mulher quer e precisa de um homem para cuidá-la.
E você via no jeito dele que não era a coisa do machismo que atribuímos tão facilmente a essa fala. A sensação era mais como se a mulher fosse uma planta rara que precisa de um guardião para que possa desenvolver-se plenamente...
Não vou discutir aqui aspectos filosóficos ou culturais; o que quero dar nota é da sinceridade e espontaneidade do Mamo quando disse isso.
Aqui no Brasil quando acham que você já deveria ter casado, criticam, cobram ou gozam...
- Eu te desejo muita boa sorte.
E aquilo, senti, era uma espécie de oração.
- Pra quê? Respondi de olhos arregalados.
- No meu país, quando encontramos uma mulher que ainda não casou, desejamos que ela tenha boa sorte para encontrar um marido, pois toda mulher quer e precisa de um homem para cuidá-la.
E você via no jeito dele que não era a coisa do machismo que atribuímos tão facilmente a essa fala. A sensação era mais como se a mulher fosse uma planta rara que precisa de um guardião para que possa desenvolver-se plenamente...
Não vou discutir aqui aspectos filosóficos ou culturais; o que quero dar nota é da sinceridade e espontaneidade do Mamo quando disse isso.
Aqui no Brasil quando acham que você já deveria ter casado, criticam, cobram ou gozam...
Quinta-feira tomei o maior porre da minha vida, de vinho chileno. Nunca dantes fiquei tão bêbada, o que não implica em muita coisa não, já que não sou de dar vexame nesse estado, só sóbria... rs... Dormi sentada, mandei uns recados estranhos... Ficou no ar apenas a dúvida se a partir dum determinado grau, eu não sofro mesmo de amnésia etílica...
Ontem bebi infinitamente mais do que quinta e fiquei sã. Foi saquê, cachaça(!!!), wisky(!!!!!) e cerveja e ai era de se esperar que pela mistura, eu ficasse bem ruim e com uma ressaca da porra hoje né? Nada! Tô até sem dor de cabeça. Vai entender!
Agora resta saber o que será de amanhã, pois a bebedeira já está tratada. Eita Carnaval etílico esse!
Hoje? Hoje não! Hoje eu "trabaio"... rs..
Ontem bebi infinitamente mais do que quinta e fiquei sã. Foi saquê, cachaça(!!!), wisky(!!!!!) e cerveja e ai era de se esperar que pela mistura, eu ficasse bem ruim e com uma ressaca da porra hoje né? Nada! Tô até sem dor de cabeça. Vai entender!
Agora resta saber o que será de amanhã, pois a bebedeira já está tratada. Eita Carnaval etílico esse!
Hoje? Hoje não! Hoje eu "trabaio"... rs..
27 de janeiro de 2008
Estava pensando nas coisas que quero e espero num homem depois que uma amiga me perguntou no MSN:
1)sinceridade: sim, eu aprendi e sei que existem algumas coisas que a gente não fala para o parceiro porque destruiriam a relação. Não preciso saber que ele acha alguém muito interessante do ponto de vista sexual ou que deu uma pulada de cerca, mas preciso saber que se interessou além da conta por outra pessoa se isso acontecer... Muito bonito quem tem e pratica a relação aberta. De verdade. Mas comigo não rola. Então a sinceridade da qual falo é a crucial: aquela que me prioriza e me põe a par dos riscos que corro;
2) cumplicidade: quero que o homem que me ama me deixe conhecê-lo verdadeiramente. Que ele compartilhe-se comigo para além das histórias cotidianas. Sonhos, anseios, medos, angústias, dificuldades, vícios. Que a gente possa conversar de verdade um com o outro sobre as coisas das nossas vidas. Se um homem quer o meu amor ele precisa se oferecer a mim a partir de algum momento, pois, caso contrário, vou perder o interesse nele;
3)revele-se: preciso que "meu homem" saiba me fazer sentir amada em pequenos gestos e em palavras, porque só amar não basta. Como qualquer pessoa preciso me sentir segura na relação e isso nada tem a ver com medo de rejeição. Preciso sentir que ele me quer, que tenta me conquistar. Que me valoriza a esse ponto...
4) motivador: é, no meu caso em específico, preciso de um homem que me incentive, me dê forças. Mas carinhosamente. Suspeito fortemente que funciono melhor sob carinho do que sob mão firme e pressão que é o que eu geralmente recebo.
+
Outro amigo vive dizendo que não faço sexo por sexo, que preciso dum romance no meio. Não é verdade: se for para só trepar com alguém, eu trepo. Porém não é isso que ando procurando mesmo, e há muito tempo, na minha vida. Quando decidi parar de ter sexo casual foi justamente porque era só isso que vinha acontecendo e estava muito vazia. Sei lá, o sexo casual é bom, mas parece que tira algo da nossa alma quando se é mulher.... Então sim, eu quero um amor e, principalmente, ser amada. Relação mais do que trepar por trepar.
1)sinceridade: sim, eu aprendi e sei que existem algumas coisas que a gente não fala para o parceiro porque destruiriam a relação. Não preciso saber que ele acha alguém muito interessante do ponto de vista sexual ou que deu uma pulada de cerca, mas preciso saber que se interessou além da conta por outra pessoa se isso acontecer... Muito bonito quem tem e pratica a relação aberta. De verdade. Mas comigo não rola. Então a sinceridade da qual falo é a crucial: aquela que me prioriza e me põe a par dos riscos que corro;
2) cumplicidade: quero que o homem que me ama me deixe conhecê-lo verdadeiramente. Que ele compartilhe-se comigo para além das histórias cotidianas. Sonhos, anseios, medos, angústias, dificuldades, vícios. Que a gente possa conversar de verdade um com o outro sobre as coisas das nossas vidas. Se um homem quer o meu amor ele precisa se oferecer a mim a partir de algum momento, pois, caso contrário, vou perder o interesse nele;
3)revele-se: preciso que "meu homem" saiba me fazer sentir amada em pequenos gestos e em palavras, porque só amar não basta. Como qualquer pessoa preciso me sentir segura na relação e isso nada tem a ver com medo de rejeição. Preciso sentir que ele me quer, que tenta me conquistar. Que me valoriza a esse ponto...
4) motivador: é, no meu caso em específico, preciso de um homem que me incentive, me dê forças. Mas carinhosamente. Suspeito fortemente que funciono melhor sob carinho do que sob mão firme e pressão que é o que eu geralmente recebo.
+
Outro amigo vive dizendo que não faço sexo por sexo, que preciso dum romance no meio. Não é verdade: se for para só trepar com alguém, eu trepo. Porém não é isso que ando procurando mesmo, e há muito tempo, na minha vida. Quando decidi parar de ter sexo casual foi justamente porque era só isso que vinha acontecendo e estava muito vazia. Sei lá, o sexo casual é bom, mas parece que tira algo da nossa alma quando se é mulher.... Então sim, eu quero um amor e, principalmente, ser amada. Relação mais do que trepar por trepar.
25 de janeiro de 2008
Uma vez ele ligou completamente alterado dizendo que ia se separar, pois não aguentava mais. Que tinha feito a maior burrada da vida casando e que estava voltando pro lugar que nunca deveria ter deixado, e para a pessoa de quem nunca deveria ter aceito um não como resposta definitiva.
E eu na maior calma desse mundo disse que não, que não fizesse aquilo. Claro que ele perguntou se não o amava mais, e a resposta foi: "Amo. Você sabe que amo". "Então por que não"? insistiu ele. "Porque você tem um filho, um bebê ainda, e eu te conheço. Sei que você vem e não vai levar muito tempo, vai começar a sentir falta dele, a se culpar pela sua ausência e isso vai dividir seu coração, vai te fazer sofrer e querer voltar. E você vai voltar. E ai eu vou te perder pela segunda vez. E esta é uma coisa à qual eu não sobreviveria. Não de novo".
Ele nunca voltou.
E eu na maior calma desse mundo disse que não, que não fizesse aquilo. Claro que ele perguntou se não o amava mais, e a resposta foi: "Amo. Você sabe que amo". "Então por que não"? insistiu ele. "Porque você tem um filho, um bebê ainda, e eu te conheço. Sei que você vem e não vai levar muito tempo, vai começar a sentir falta dele, a se culpar pela sua ausência e isso vai dividir seu coração, vai te fazer sofrer e querer voltar. E você vai voltar. E ai eu vou te perder pela segunda vez. E esta é uma coisa à qual eu não sobreviveria. Não de novo".
Ele nunca voltou.
24 de janeiro de 2008
Pelas mensagens que vim recebendo ao longo da semana, de pessoas muito queridas que se preocuparam comigo, eu já havia constatado o que o Pádua disse no comentário do post abaixo: não posso simplesmente deixar de escrever nessa bodega não!
Então aqui vai uma explicação: entrei numa crise existencial, da qual ainda não sai, porém na qual já me sinto melhor, mais senhora da situação. Perdi um tanto da referência de quem sou, pois me percebi não sendo em diversos setores da minha vida e então me senti como uma fraude. Ainda não sei se não sou. Fato é que estou me ajustando no sentido de passar a parecer mais comigo mesma, sendo mais sincera com minhas aspirações, potencialidades, capacidades e limitações.
Num primeiro momento doeu muito, chorei durante dois dias. No terceiro dia entorpeci e no quarto elaborei o que deu. A partir do quinto dia comecei a me sentir e descobri que algumas coisas são bem reais em mim e que é a partir delas que eu poderei me transformar. Mas o mais interessante desse processo é que cada vez mais me liberto de ter "uma velha opinião formada sobre tudo" e que tudo o que você acha que jamais fará ou farão, faz e fazem. "Não sei" passou a ser meu eixo.
Ter certezas nessa vida se torna, a cada dia, mais burrice.
Então aqui vai uma explicação: entrei numa crise existencial, da qual ainda não sai, porém na qual já me sinto melhor, mais senhora da situação. Perdi um tanto da referência de quem sou, pois me percebi não sendo em diversos setores da minha vida e então me senti como uma fraude. Ainda não sei se não sou. Fato é que estou me ajustando no sentido de passar a parecer mais comigo mesma, sendo mais sincera com minhas aspirações, potencialidades, capacidades e limitações.
Num primeiro momento doeu muito, chorei durante dois dias. No terceiro dia entorpeci e no quarto elaborei o que deu. A partir do quinto dia comecei a me sentir e descobri que algumas coisas são bem reais em mim e que é a partir delas que eu poderei me transformar. Mas o mais interessante desse processo é que cada vez mais me liberto de ter "uma velha opinião formada sobre tudo" e que tudo o que você acha que jamais fará ou farão, faz e fazem. "Não sei" passou a ser meu eixo.
Ter certezas nessa vida se torna, a cada dia, mais burrice.
18 de janeiro de 2008
16 de janeiro de 2008
Ela escrevia o "Balde de gelo" com o Marco Aurélio, blog que virou livro. Hoje ela escreve o Enzimas Virtuais, onde conta a sua batalha contra o câncer de mama.
Daniela Macedo é sempre uma leitura cativante porque ela tem humor até diante da catástrofe que se abateu sobre a sua vida. E esse seu blog é uma leitura necessária, mesmo para quem não tem o problema.
Daniela Macedo é sempre uma leitura cativante porque ela tem humor até diante da catástrofe que se abateu sobre a sua vida. E esse seu blog é uma leitura necessária, mesmo para quem não tem o problema.
Baixei Cd's com músicas de festivais e dentre elas estava Purpurina!
Amo!
Purpurina
Composição: Jerônimo Jardim
Se você pensa que vai me seduzir
Se você pensa que vai me arrepiar
Pode ser, mas eu sou feito purpurina
Se uma luz não ilumina
Não há jeito de brilhar
Se você só chega por chegar
Nem uma lanterna no olhar
Nosso show não pode acontecer
Sem o palco se acender
Eu não vou representar
Se você pensa que vai me seduzir
Se você pensa que vai me arrepiar
Pode ser, pois eu sou feito bailarina
Se a ribalta se ilumina
Fico roxa pra dançar
Se você pensa que vai me seduzir
Se você pensa que vai me arrepiar
Pode ser, mas eu sou feito purpurina
Se uma luz não ilumina
Não há jeito de brilhar
Pode ser, pois eu sou feito bailarina
Se a ribalta se ilumina
Fico roxa pra dançar
Amo!
Purpurina
Composição: Jerônimo Jardim
Se você pensa que vai me seduzir
Se você pensa que vai me arrepiar
Pode ser, mas eu sou feito purpurina
Se uma luz não ilumina
Não há jeito de brilhar
Se você só chega por chegar
Nem uma lanterna no olhar
Nosso show não pode acontecer
Sem o palco se acender
Eu não vou representar
Se você pensa que vai me seduzir
Se você pensa que vai me arrepiar
Pode ser, pois eu sou feito bailarina
Se a ribalta se ilumina
Fico roxa pra dançar
Se você pensa que vai me seduzir
Se você pensa que vai me arrepiar
Pode ser, mas eu sou feito purpurina
Se uma luz não ilumina
Não há jeito de brilhar
Pode ser, pois eu sou feito bailarina
Se a ribalta se ilumina
Fico roxa pra dançar
15 de janeiro de 2008
Pádua! Impossível ver isso aqui e não lembrar de tu!!! rs..
Kamasutra tecnológico!
Aliás, fica aqui a dica: excelente blog tecnológico!
Kamasutra tecnológico!
Aliás, fica aqui a dica: excelente blog tecnológico!
Eu canso. É, eu canso. Canso de algumas coisas de um jeito que nem sei explicar. Canso sabe? Assim de pegar gastura e não querer mais? Como quem comeu tanto de um determinado tipo de coisa que depois pode nem ouvir falar que tem ânsia? Pois. É bem assim que algumas coisas me cansam.
Não, e não tenho aviso de que estou cansando. Me dou conta ali, no momento em que a coisa está acontecendo de novo pela milionésima vez e então percebo de modo irreversível que não, nada vai mudar. Não adianta nem que eu mude, as coisas seguirão sempre da mesma forma.
Está sendo assim com falar. Sim, sei que uma psicóloga dizer que cansou de comunicar-se é, no mínimo, psicótico, mas cansei. Porque falar se ninguém vai te ouvir de verdade? Se causa tantas confusões desnecessárias? Enquanto tenho, e expresso, um milhão de dúvidas e incertezas, as pessoas têm o mesmo milhão de certezas absolutas e estapafúrdias, mesmo que não seja sobre a própria vida...
E isto tem me cansado sobretudo na internet. É, nunca pensei que fosse dar o braço a torcer, mas estou dando: tem algo na comunicação virtual que nunca se equipara à real. É como se o fato de conhecer a pessoa - mesmo que a tenha visto infinitamente menos do outros falaram - dá um aval que nunca tê-la visto retira. É uma barreira que tentei de todas as formas romper e não consegui. Estou jogando a toalha. Vou guardar minhas palavras para quem pode olhar no meu olho e saber quem sou de verdade.
Volto a não me interessar pela vida alheia, nem na medida do dito “saudável”. É; um dos motivos de eu não fazer perguntas é justo esse: a vida de ninguém me interessa profundamente. Lembro de alguém que certa vez ligou e perguntou: “quer saber aonde está a minha esposa para eu poder te ligar a uma hora dessas?” e que se magoou com a minha sincera e impensada resposta: ”não me interessa”. “Ah, então tá explicado porque você nunca pergunta nada: eu não te interesso”. “Não. VOCÊ me interessa. O que não me interessa é o porquê de você poder me ligar. Você está comigo ao telefone agora; só isso me basta” foi minha resposta tentando consertar a impressão errada que causei e causo com a minha ausência de perguntas. Porque é claro: eu não perguntar é que é estranho, e não o fato das pessoas se acharem no direito de devastar a vida alheia como se fosse a própria através destas...
As pessoas me interessam verdadeira e genuinamente. Estou aberta para o que elas queiram me dar de si, mas não sou garimpeira para ficar de marreta em mão tentando arrancar o que muitos tratam como tesouros ocultos e na grande maioria das vezes é apenas lixo... E nem me venham com a conversinha de que a pessoa não é espontaneamente o que é se você deixá-la livre. As pessoas são em função de com quem se relacionam. Cada pessoa traz à tona aspectos nossos e é na interação do que sou com o que a pessoa é, que me dou. E se você está ai batendo no peito e dizendo que é a mesma pessoa com todas, saiba que isso só acontece porque você não tem a menor capacidade de percepção alheia. E isso não é qualidade. E se, ao contrário, você vive escondendo dos outros quem você realmente é por conveniência, me diga: o que de real existe na relação que você estabelece com o outro? Eu mesma respondo: N-A-D-A para além da sua necessidade absurda e fantasiosa de controle.
Eu tentei, juro que tentei ser um pouco do que esperavam de mim, um pouco mais parecida com a massa, mas ah! Deu não hein? Deu não!
Quanto a falar de mim... Sempre haverá o blog!
Não, e não tenho aviso de que estou cansando. Me dou conta ali, no momento em que a coisa está acontecendo de novo pela milionésima vez e então percebo de modo irreversível que não, nada vai mudar. Não adianta nem que eu mude, as coisas seguirão sempre da mesma forma.
Está sendo assim com falar. Sim, sei que uma psicóloga dizer que cansou de comunicar-se é, no mínimo, psicótico, mas cansei. Porque falar se ninguém vai te ouvir de verdade? Se causa tantas confusões desnecessárias? Enquanto tenho, e expresso, um milhão de dúvidas e incertezas, as pessoas têm o mesmo milhão de certezas absolutas e estapafúrdias, mesmo que não seja sobre a própria vida...
E isto tem me cansado sobretudo na internet. É, nunca pensei que fosse dar o braço a torcer, mas estou dando: tem algo na comunicação virtual que nunca se equipara à real. É como se o fato de conhecer a pessoa - mesmo que a tenha visto infinitamente menos do outros falaram - dá um aval que nunca tê-la visto retira. É uma barreira que tentei de todas as formas romper e não consegui. Estou jogando a toalha. Vou guardar minhas palavras para quem pode olhar no meu olho e saber quem sou de verdade.
Volto a não me interessar pela vida alheia, nem na medida do dito “saudável”. É; um dos motivos de eu não fazer perguntas é justo esse: a vida de ninguém me interessa profundamente. Lembro de alguém que certa vez ligou e perguntou: “quer saber aonde está a minha esposa para eu poder te ligar a uma hora dessas?” e que se magoou com a minha sincera e impensada resposta: ”não me interessa”. “Ah, então tá explicado porque você nunca pergunta nada: eu não te interesso”. “Não. VOCÊ me interessa. O que não me interessa é o porquê de você poder me ligar. Você está comigo ao telefone agora; só isso me basta” foi minha resposta tentando consertar a impressão errada que causei e causo com a minha ausência de perguntas. Porque é claro: eu não perguntar é que é estranho, e não o fato das pessoas se acharem no direito de devastar a vida alheia como se fosse a própria através destas...
As pessoas me interessam verdadeira e genuinamente. Estou aberta para o que elas queiram me dar de si, mas não sou garimpeira para ficar de marreta em mão tentando arrancar o que muitos tratam como tesouros ocultos e na grande maioria das vezes é apenas lixo... E nem me venham com a conversinha de que a pessoa não é espontaneamente o que é se você deixá-la livre. As pessoas são em função de com quem se relacionam. Cada pessoa traz à tona aspectos nossos e é na interação do que sou com o que a pessoa é, que me dou. E se você está ai batendo no peito e dizendo que é a mesma pessoa com todas, saiba que isso só acontece porque você não tem a menor capacidade de percepção alheia. E isso não é qualidade. E se, ao contrário, você vive escondendo dos outros quem você realmente é por conveniência, me diga: o que de real existe na relação que você estabelece com o outro? Eu mesma respondo: N-A-D-A para além da sua necessidade absurda e fantasiosa de controle.
Eu tentei, juro que tentei ser um pouco do que esperavam de mim, um pouco mais parecida com a massa, mas ah! Deu não hein? Deu não!
Quanto a falar de mim... Sempre haverá o blog!
Bye Bye Tristeza
Sandra de Sá
Ninguém aqui é puro, anjo ou demônio
Nem sabe a receita de viver feliz
Não dá prá separar o que é real do sonho
E nem eu de você
E nem você de mim.
Eu não tô aqui pra sofrer
Vou sentir saudade pra que?
Quero ser feliz, bye! Bye! Tristeza! Não precisa voltar...
Já sei errar sozinha sem pedir conselhos
Se eu sofrer quem é que vai chorar por mim?
Já sei olhar pra mim sem precisar de espelhos.
Não me diga que não
E nem me diga sim,
Eu não tô aqui pra sofrer
Vou sentir saudade pra que?
Quero ser feliz, bye! Bye! Tristeza! Não precisa voltar...
Sandra de Sá
Ninguém aqui é puro, anjo ou demônio
Nem sabe a receita de viver feliz
Não dá prá separar o que é real do sonho
E nem eu de você
E nem você de mim.
Eu não tô aqui pra sofrer
Vou sentir saudade pra que?
Quero ser feliz, bye! Bye! Tristeza! Não precisa voltar...
Já sei errar sozinha sem pedir conselhos
Se eu sofrer quem é que vai chorar por mim?
Já sei olhar pra mim sem precisar de espelhos.
Não me diga que não
E nem me diga sim,
Eu não tô aqui pra sofrer
Vou sentir saudade pra que?
Quero ser feliz, bye! Bye! Tristeza! Não precisa voltar...
13 de janeiro de 2008
Ando pensando no excesso ultimamente... Comecei com o meu excesso de peso e dai divaguei para um monte de outros excessos: de informação, de exposição, de contato, de capacidade para amar, de gente ocupando um mesmo coração...
E a questão que tem me tomado é: quando há várias vertentes convergindo sobre vários pontos do "eu", sentimos tudo com a intensidade devida, ou privilegiamos alguns em detrimento de outros? Pior: deixamos de sentir como deveríamos alguns, pois outros se sobressaem naturalmente? Exemplifico: sei que temos a possibilidade de amar várias pessoas da mesma forma e ao mesmo tempo, porém ao fazê-lo e termos reciprocidade, desfrutamos verdadeiramente da vivência desse amor?
Acho que não. Alguns se sobressaem e acabam levando com eles a nossa atenção e dedicação... E deve ser dai - do reconhecimento da nossa própria incapacidade de viver de maneira igual vários amores concomitantes - que vem a nossa necessidade de sermos exclusivos, escolhidos... Nossa ânsia de fidelidade. Porque se assim não for, que importa sermos únicos se todos receberão seu quinhão?
E a questão que tem me tomado é: quando há várias vertentes convergindo sobre vários pontos do "eu", sentimos tudo com a intensidade devida, ou privilegiamos alguns em detrimento de outros? Pior: deixamos de sentir como deveríamos alguns, pois outros se sobressaem naturalmente? Exemplifico: sei que temos a possibilidade de amar várias pessoas da mesma forma e ao mesmo tempo, porém ao fazê-lo e termos reciprocidade, desfrutamos verdadeiramente da vivência desse amor?
Acho que não. Alguns se sobressaem e acabam levando com eles a nossa atenção e dedicação... E deve ser dai - do reconhecimento da nossa própria incapacidade de viver de maneira igual vários amores concomitantes - que vem a nossa necessidade de sermos exclusivos, escolhidos... Nossa ânsia de fidelidade. Porque se assim não for, que importa sermos únicos se todos receberão seu quinhão?
11 de janeiro de 2008
IMPORTANTE
Guillermo Vargas Habacuc é um costarriquenho que diz ser "artista". Em agosto de 2007 ele participou de uma exposição em uma galeria em Manágua (Nicarágua). Capturou um cão adoentado e abandonado que estava pela rua da cidade, prendeu o pobre animal em uma das paredes da galeria com uma corda curta e atada ao pescoço, sem comida e sem água, deixando o animal em sofrimento até a morte.... Segundo o "artista", o ato de covardia e de sadismo praticado por ele, significa "arte"! O assassino foi convidado a participar da prestigiosa BIENAL CENTRO AMERICANA DE HONDURAS 2008.
Existe uma campanha internacional solicitando assinaturas de todas as pessoas revoltadas com esse crime para que a presença do assassino "artista" seja vetada na BIENAL.Participe dessa campanha junto com a SUIPA e divulgue a todos os seus amigos.
O link para assinar a petição é www.petitiononline.com/13031953
up-date Então, tentei arrumar o link e embora ele esteja correto na postagem, não está correto na hora de carregar, porém como é uma causa muito importante, peço que copiem-no no navegador e assinem a petição.
Guillermo Vargas Habacuc é um costarriquenho que diz ser "artista". Em agosto de 2007 ele participou de uma exposição em uma galeria em Manágua (Nicarágua). Capturou um cão adoentado e abandonado que estava pela rua da cidade, prendeu o pobre animal em uma das paredes da galeria com uma corda curta e atada ao pescoço, sem comida e sem água, deixando o animal em sofrimento até a morte.... Segundo o "artista", o ato de covardia e de sadismo praticado por ele, significa "arte"! O assassino foi convidado a participar da prestigiosa BIENAL CENTRO AMERICANA DE HONDURAS 2008.
Existe uma campanha internacional solicitando assinaturas de todas as pessoas revoltadas com esse crime para que a presença do assassino "artista" seja vetada na BIENAL.Participe dessa campanha junto com a SUIPA e divulgue a todos os seus amigos.
O link para assinar a petição é www.petitiononline.com/13031953
up-date Então, tentei arrumar o link e embora ele esteja correto na postagem, não está correto na hora de carregar, porém como é uma causa muito importante, peço que copiem-no no navegador e assinem a petição.
10 de janeiro de 2008
estou numa fase de muitos filmes... Muitos.
O amor não tira férias é uma comédia romântica que me fez sorrir o tempo todo. Gostosinha, bem sessão da tarde e que não levanta nenhuma questão existencial, mas a gente fica com aquela sensação de que a vida dá certo, sabe?
Já Um verão para toda a vida é um filme que faz pensar na amizade em todos os sentidos: quando somos honestos e quando não somos querendo levar vantagem, mesmo que o amor pelo amigo seja real. E também para quem quiser ver o Daniel Radcliffe - o Harry Potter - em outra atuação.
E Morte no funeral é uma comédia inglesa sobre as confusões que uma família é capaz de protagonizar no funeral do patriarca. Boa, muito boa porque conta com um roteiro engenhoso que trabalha de forma inédita algo como quando a outra aparece para reivindicar seus direitos...
Vão por mim: são boas dicas de filmes pra quem tá querendo ficar de pernas pro alto!
O amor não tira férias é uma comédia romântica que me fez sorrir o tempo todo. Gostosinha, bem sessão da tarde e que não levanta nenhuma questão existencial, mas a gente fica com aquela sensação de que a vida dá certo, sabe?
Já Um verão para toda a vida é um filme que faz pensar na amizade em todos os sentidos: quando somos honestos e quando não somos querendo levar vantagem, mesmo que o amor pelo amigo seja real. E também para quem quiser ver o Daniel Radcliffe - o Harry Potter - em outra atuação.
E Morte no funeral é uma comédia inglesa sobre as confusões que uma família é capaz de protagonizar no funeral do patriarca. Boa, muito boa porque conta com um roteiro engenhoso que trabalha de forma inédita algo como quando a outra aparece para reivindicar seus direitos...
Vão por mim: são boas dicas de filmes pra quem tá querendo ficar de pernas pro alto!
9 de janeiro de 2008
Uma das coisas que acho mais engraçada é a pessoa manter um blog pessoal e falar mal dos participantes do Big Brother!
Rá!
A capacidade do ser humano em ser ironicamente obtuso - mesmo que porte lá seus 25 diplomas de graduação e afins - e de não conseguir ver que é tal e qual a quem se põe a criticar. No sense? Não, falta de noção absoluta! E o que tem de bloqgueiro metendo o pau no BBB. E eu só queria entender o que as leva a pensar que eles se exporem na Internet os torna diferentes de quem se expõe na TV...
Rá!
A capacidade do ser humano em ser ironicamente obtuso - mesmo que porte lá seus 25 diplomas de graduação e afins - e de não conseguir ver que é tal e qual a quem se põe a criticar. No sense? Não, falta de noção absoluta! E o que tem de bloqgueiro metendo o pau no BBB. E eu só queria entender o que as leva a pensar que eles se exporem na Internet os torna diferentes de quem se expõe na TV...
Psicólogos são uma racinha defendida, decididamente.
Fiquei pensando que muito do meu jeito de lidar com as pessoas está contaminado pela minha profissão. Como se fosse um vício sabe? Porque só um psi para contar algo e achar que o interlocutor não tem de perguntar ou falar nada sobre, assim como só um psi acha que as pessoas falarão sobre tudo espontâneamente se você der espaço, ou respeitarão o fato de que, mesmo sendo evidente, você não quererá falar sobre algum aspecto pessoal da sua vida...
Fiquei pensando que muito do meu jeito de lidar com as pessoas está contaminado pela minha profissão. Como se fosse um vício sabe? Porque só um psi para contar algo e achar que o interlocutor não tem de perguntar ou falar nada sobre, assim como só um psi acha que as pessoas falarão sobre tudo espontâneamente se você der espaço, ou respeitarão o fato de que, mesmo sendo evidente, você não quererá falar sobre algum aspecto pessoal da sua vida...
8 de janeiro de 2008
7 de janeiro de 2008
Em 2007 dois filmes nacionais tiveram como títulos, respectivamente, os seguintes nomes: "Saneamento básico" e "O cheiro do ralo", pode? Pôde! E eu queria saber se eles combinam essas coisas...
Achei o primeiro filme engraçado. Me arrancou boas risadas, coisa difícil de acontecer em filmes; já o segundo... Nem consegui terminar de ver!
Porque no cinema nacional o que me deixa puta da vida logo de cara é a adoração por pobreza. Rapaz! Que coisa mais chata! E eu já começo vendo o filme me perguntando de quem é aquele Brasil ali retratado, porque meu não é. E nem daquelas pessoas que vão ao cinema. Muito menos da maioria que não vai. A mulher que faz a faxina aqui em casa tem uma televisão de 29 polegadas e tá de olho numa de plasma. Põe na tela umas locações feias, umas coisas velhas, uns ambientes decrépitos... Meu Deus num país fanático por novidades tecnológicas, os cineastas insistem em retratar as velharias... Depois ninguém sabe porque lá fora acham que somos um país caindo aos pedaços e sem a menor noção do que seja tecnologia.
E sim, eu entendi que tudo no "o cheiro do ralo" era a analogia ao fato do cara ser um grande m***** - até o marrom insistente de todos os cenários - mas não, nem assim teve graça.
Achei o primeiro filme engraçado. Me arrancou boas risadas, coisa difícil de acontecer em filmes; já o segundo... Nem consegui terminar de ver!
Porque no cinema nacional o que me deixa puta da vida logo de cara é a adoração por pobreza. Rapaz! Que coisa mais chata! E eu já começo vendo o filme me perguntando de quem é aquele Brasil ali retratado, porque meu não é. E nem daquelas pessoas que vão ao cinema. Muito menos da maioria que não vai. A mulher que faz a faxina aqui em casa tem uma televisão de 29 polegadas e tá de olho numa de plasma. Põe na tela umas locações feias, umas coisas velhas, uns ambientes decrépitos... Meu Deus num país fanático por novidades tecnológicas, os cineastas insistem em retratar as velharias... Depois ninguém sabe porque lá fora acham que somos um país caindo aos pedaços e sem a menor noção do que seja tecnologia.
E sim, eu entendi que tudo no "o cheiro do ralo" era a analogia ao fato do cara ser um grande m***** - até o marrom insistente de todos os cenários - mas não, nem assim teve graça.
5 de janeiro de 2008
Pensando no quanto nos armamos armadilhas, estava lembrando da ligação do ex que, ano passado, me pegou desarmada e carente dando início ao que poderia ter sido a maior burrada da minha vida, não fosse o cabra bundão. Tá, desta vez abençoadamente bundão, é verdade.
Quando o ouvi declarando um amor que persistia a 8 anos de esparsos contatos – já ai comprovando irrefutavelmente a ilusão que é – comecei a me perguntar se teria na vida outra pessoa que acreditaria me amar como ele. Foi exatamente ai que comecei a tecer a armadilha na qual cairia minutos depois. Em seguida me perguntei se não seria burrice minha deixar passar aquela que poderia ser a minha última oportunidade de ser feliz no amor! Imagine ai que prestes a fazer 40 anos, naquele dia me arremessei no declínio existencial. E isso quando, no mínimo, ainda me sobram tantos outros 40 anos de vida... Enfim, enquanto ouvia as coisas todas que ele dizia, também deu tempo de pensar que eu não desgostava dele, terminei porque ele tornara-se muito implicante e então a relação tinha virado um eterno “discutir”. Depois de tudo isso ainda me perguntei sobre se haveria mal em tentarmos novamente, desde que em bases mais sólidas, ou seja: conversando desde o princípio sobre as coisas que sabíamos, já de ante-mão, que não funcionavam com a gente. Quando me respondi não foi que disse sim a ele.
Graças a Deus a coisa não seguiu muito adiante, porém tive a oportunidade de perguntar - quando meses depois mais uma vez ele ligou na madrugada motivado pela bebida - o porquê dele não bancar sóbrio o que dizia alcoolizado. A resposta não podia ser mais esclarecedora: ”Tenho medo de você. Sei que você vai me fazer sofrer muito mais do que já fez”. É a pura verdade. Gosto dele, tenho até tesão, mas não é amor. Nunca foi. E ele sabe disso tanto quanto eu. E, no entanto, num momento de insegurança e de carência quase faço uma daquelas bobagens das quais temos muito tempo para nos arrepender depois. Sim, porque caso ele tivesse levado adiante o que propunha, eu iria me empenhar em tornar realidade o que até então era apenas fantasia e assim iria passar um bom período da minha vida investindo no que não tem chances de dar certo.
E agora, escrevendo, comecei a pensar no porque insistimos em querer das pessoas aquilo que, caso elas se disponham a nos dar, não bancaremos. Porque querer ser amado por alguém se você não vai poder usufruir dessa vivência? Porque querer sinceridade se você não dá conta de ouvir a opinião alheia? Porque querer receber carinho se você não consegue retribuí-lo? Porque queremos ter – como quem coleciona itens expostos numa estante – coisas que necessitam ser nutridas para manterem-se, mesmo que não consigamos determinar como elas nascem em nós? Por vaidade, egoísmo? Talvez.
Mas acho que é principalmente por carência que eu vacilei, não só afetiva, mas de algo de relevante acontecendo na vida. Por que querer estas coisas todos queremos. Só que alguns têm certo pudor em pedir aquilo que sabem não vão utilizar, enquanto outros acham absolutamente natural fazê-lo. Talvez porque não conseguem dar-se conta de que não vão corresponder à altura; que o grau de reciprocidade que conseguem alcançar beira á inanição. Quem já passou por isso sabe que é horrível doar-se e só receber de volta o vazio. E mesmo sabendo, mesmo conhecendo os dois lados dessa moeda, estive prestes a deslizar novamente e fazer sofrer alguém que jurei nunca mais machucar.
É, a carência é mesmo capaz de nos levar a arrependimentos profundos. E isso me faz pensar que o tal do lance de pedir em namoro e ter tempo pra pensar no que se quer fazer pode ser, no fundo, uma grande sacada...
Quando o ouvi declarando um amor que persistia a 8 anos de esparsos contatos – já ai comprovando irrefutavelmente a ilusão que é – comecei a me perguntar se teria na vida outra pessoa que acreditaria me amar como ele. Foi exatamente ai que comecei a tecer a armadilha na qual cairia minutos depois. Em seguida me perguntei se não seria burrice minha deixar passar aquela que poderia ser a minha última oportunidade de ser feliz no amor! Imagine ai que prestes a fazer 40 anos, naquele dia me arremessei no declínio existencial. E isso quando, no mínimo, ainda me sobram tantos outros 40 anos de vida... Enfim, enquanto ouvia as coisas todas que ele dizia, também deu tempo de pensar que eu não desgostava dele, terminei porque ele tornara-se muito implicante e então a relação tinha virado um eterno “discutir”. Depois de tudo isso ainda me perguntei sobre se haveria mal em tentarmos novamente, desde que em bases mais sólidas, ou seja: conversando desde o princípio sobre as coisas que sabíamos, já de ante-mão, que não funcionavam com a gente. Quando me respondi não foi que disse sim a ele.
Graças a Deus a coisa não seguiu muito adiante, porém tive a oportunidade de perguntar - quando meses depois mais uma vez ele ligou na madrugada motivado pela bebida - o porquê dele não bancar sóbrio o que dizia alcoolizado. A resposta não podia ser mais esclarecedora: ”Tenho medo de você. Sei que você vai me fazer sofrer muito mais do que já fez”. É a pura verdade. Gosto dele, tenho até tesão, mas não é amor. Nunca foi. E ele sabe disso tanto quanto eu. E, no entanto, num momento de insegurança e de carência quase faço uma daquelas bobagens das quais temos muito tempo para nos arrepender depois. Sim, porque caso ele tivesse levado adiante o que propunha, eu iria me empenhar em tornar realidade o que até então era apenas fantasia e assim iria passar um bom período da minha vida investindo no que não tem chances de dar certo.
E agora, escrevendo, comecei a pensar no porque insistimos em querer das pessoas aquilo que, caso elas se disponham a nos dar, não bancaremos. Porque querer ser amado por alguém se você não vai poder usufruir dessa vivência? Porque querer sinceridade se você não dá conta de ouvir a opinião alheia? Porque querer receber carinho se você não consegue retribuí-lo? Porque queremos ter – como quem coleciona itens expostos numa estante – coisas que necessitam ser nutridas para manterem-se, mesmo que não consigamos determinar como elas nascem em nós? Por vaidade, egoísmo? Talvez.
Mas acho que é principalmente por carência que eu vacilei, não só afetiva, mas de algo de relevante acontecendo na vida. Por que querer estas coisas todos queremos. Só que alguns têm certo pudor em pedir aquilo que sabem não vão utilizar, enquanto outros acham absolutamente natural fazê-lo. Talvez porque não conseguem dar-se conta de que não vão corresponder à altura; que o grau de reciprocidade que conseguem alcançar beira á inanição. Quem já passou por isso sabe que é horrível doar-se e só receber de volta o vazio. E mesmo sabendo, mesmo conhecendo os dois lados dessa moeda, estive prestes a deslizar novamente e fazer sofrer alguém que jurei nunca mais machucar.
É, a carência é mesmo capaz de nos levar a arrependimentos profundos. E isso me faz pensar que o tal do lance de pedir em namoro e ter tempo pra pensar no que se quer fazer pode ser, no fundo, uma grande sacada...
4 de janeiro de 2008
Ontem senti saudade...
Por um segundo ou dois estive novamente dentro daquele carro tendo teu rosto diante do meu. Nossos olhos, já tão acostumados uns com os outros, ora mergulhavam-se, ora brincavam de fixar ainda mais o contornos dos rostos que as pontas dos dedos suavemente percorriam. Nenhuma palavra era dita, pois sabíamos... Sabíamos do amor que sentíamos e de que este seria infindo.
E então chorei. Depois de 15 anos mais uma vez eu chorei.
Por um segundo ou dois estive novamente dentro daquele carro tendo teu rosto diante do meu. Nossos olhos, já tão acostumados uns com os outros, ora mergulhavam-se, ora brincavam de fixar ainda mais o contornos dos rostos que as pontas dos dedos suavemente percorriam. Nenhuma palavra era dita, pois sabíamos... Sabíamos do amor que sentíamos e de que este seria infindo.
E então chorei. Depois de 15 anos mais uma vez eu chorei.
2 de janeiro de 2008
Nunca fiz uma lista de resoluções. Sei lá porque; deve ser a tal da indisciplina... Fato é que nunca fiz uma lista para ter objetivos e metas no ano. E, no entanto, este ano estou tentada. Há dias que penso nisso. Porém vejo as listas das pessoas e penso: "não, não é isso que eu quero"... Porque o que preciso vem de me transformar dentro.
Então em 2008 eu quero:
Então em 2008 eu quero:
- Ser mais doce e carinhosa;
- Ser mais compreensiva;
- Evitar julgamentos baseados nas minhas deduções;
- Ser menos impulsiva;
- Ser mais amplamente determinada;
- Ser persistente;
- Procrastinar menos;
- Lidar melhor com a possibilidade de rejeição;
- Ter mais fé racional;
- Ser verdadeira e constantemente positiva;
- Tratar as pessoas de forma mais igualitária;
- Me interessar mais pelas pessoas;
- Meditar;
- Ponderar;
- Conquistar disciplina, disciplina e disciplina;
- Acreditar menos nas pessoas. Muito menos.
- Amar!
1 de janeiro de 2008
E aqui a churrasqueira segue funcionando, mesmo depois do carvão ter acabado há duas horas... Não me perguntem como, pois também não faço idéia e temo ir lá descobrir.
E gosto demais da risada, da música, da conversa, das piadas e brincadeiras, das frutas, dos drinks inventados de última hora e até mesmo do karaokê que resistiu bravamente a funcionar - mesmo com três microfones, sendo dois novos - e do que povo se manteve lá: lendo as letras das músicas e cantando em coro. Minha família!
E gosto demais da risada, da música, da conversa, das piadas e brincadeiras, das frutas, dos drinks inventados de última hora e até mesmo do karaokê que resistiu bravamente a funcionar - mesmo com três microfones, sendo dois novos - e do que povo se manteve lá: lendo as letras das músicas e cantando em coro. Minha família!
31 de dezembro de 2007
Eu, por mim mesma, não posso reclamar de 2007. Nesse ano mais conquistei, ou reconquistei, construi - do que destrui - ou perdi, e isso por ser um ano 9 que costuma se caracterizar pelos finais de ciclos, términos. Pelo sair das nossas vidas das coisas que não nos faz bem. De botar a casa em ordem e até de trazer de volta o que nunca deveria ter ido. Por isso um ano de términos e reconciliações.
E eu o termino com um sorriso no rosto e o coração quentinho cheio da "presença" e do carinho de pessoas que para mim são TUDO e das quais estive separada o ano passado, ou ao longo de muitos anos... Bom demais saber que o amor verdadeiro vence tudo, MESMO!
2008 é um ano 1. Ano de recomeços, de construções, de lançar bases, de lançar sementes objetivando conquistas que começam nele, mas vão se efetivar mesmo ali na frente. Conquistas que deverão fazer parte da nossa vida por um bom período de tempo.
Porém sei que 2007 foi um péssimo ano para algumas pessoas que amo profundamente e por elas eu também desejo que ele acabe logo e que, apesar de nada acontecer de efetivo, amanhã encaremos a vida com mais esperança nesse futuro que já começou.
Que 2008 seja o ANO das lágrimas de alegria e dos sonhos realizados!
E eu o termino com um sorriso no rosto e o coração quentinho cheio da "presença" e do carinho de pessoas que para mim são TUDO e das quais estive separada o ano passado, ou ao longo de muitos anos... Bom demais saber que o amor verdadeiro vence tudo, MESMO!
2008 é um ano 1. Ano de recomeços, de construções, de lançar bases, de lançar sementes objetivando conquistas que começam nele, mas vão se efetivar mesmo ali na frente. Conquistas que deverão fazer parte da nossa vida por um bom período de tempo.
Porém sei que 2007 foi um péssimo ano para algumas pessoas que amo profundamente e por elas eu também desejo que ele acabe logo e que, apesar de nada acontecer de efetivo, amanhã encaremos a vida com mais esperança nesse futuro que já começou.
Que 2008 seja o ANO das lágrimas de alegria e dos sonhos realizados!
27 de dezembro de 2007
Por que eu não fico sabendo dessas coisas em tempo hábil?
Perdi a chance de gozar pela paz mundial!
:oP
Perdi a chance de gozar pela paz mundial!
:oP
26 de dezembro de 2007
O Natal foi tranqüilo. Muita alegria, festa, cantoria e risadas como é sempre que nos reunimos na família.
Ah! E teve também comida boa que, aliás, foi feita 90% por mim. Isso foi meio triste de constatar lá pelas 21:00 horas da véspera, quando finalmente subi para tomar um banho e me arrumar: minha mãe já não é 50% da mulher que era há um ano atrás. Me assusta um tanto, porém acho que é o declínio natural. O x é que ele não avisa, sabe? Simplesmente se instala e causa um desconforto que dá vontade de chorar quando se pensa... Mas passou e agora vamos administrando.
O legal desse Natal é que teve também a presença de quem me ama - de longe ou de perto - sob a forma de telefonas e torpedos. Porque amar é isso né? Arrumar um tempo para se fazer presente, mesmo quando parece impossível.
Ah! E teve também comida boa que, aliás, foi feita 90% por mim. Isso foi meio triste de constatar lá pelas 21:00 horas da véspera, quando finalmente subi para tomar um banho e me arrumar: minha mãe já não é 50% da mulher que era há um ano atrás. Me assusta um tanto, porém acho que é o declínio natural. O x é que ele não avisa, sabe? Simplesmente se instala e causa um desconforto que dá vontade de chorar quando se pensa... Mas passou e agora vamos administrando.
O legal desse Natal é que teve também a presença de quem me ama - de longe ou de perto - sob a forma de telefonas e torpedos. Porque amar é isso né? Arrumar um tempo para se fazer presente, mesmo quando parece impossível.
23 de dezembro de 2007
20 de dezembro de 2007
19 de dezembro de 2007
Para reflexão:
* Você nunca mais deu oportunidade a ninguém de chegar perto. Aliás, chegar perto de você, de verdade, nunca foi muito fácil. Você baixa a guarda pra poucos, para bem poucos mesmo.
** Você sempre priorizou e valorizou a amizade. Mesmo na relação, ou se é primordialmente amigo, ou não se é nada.
* Você nunca mais deu oportunidade a ninguém de chegar perto. Aliás, chegar perto de você, de verdade, nunca foi muito fácil. Você baixa a guarda pra poucos, para bem poucos mesmo.
** Você sempre priorizou e valorizou a amizade. Mesmo na relação, ou se é primordialmente amigo, ou não se é nada.
17 de dezembro de 2007
16 de dezembro de 2007
Algumas coisas me acalmam e me devolvem à realidade do que de verdade importa: tomar um bom banho e deixar a água lavar os pensamentos que não deveriam estar aqui... Os sentimentos que se confundem no peito; esfregar a pele com o creme de limão e ao sentir o cheiro invadir as narinas lembrar que é exatamente esse o meu tom: agridoce.
Nem sempre sou quem quero ser. Nem sempre sou quem sou. Mas sempre sou eu em quem sou.
Existem coisas que não vou entender nunca, mesmo depois de muitas e muitas vidas. A mentira despropositada é uma delas... Mentir para angariar sentimentos que na verdade você não acredita merecer, pois se acreditasse não mentiria para obtê-los... Mentiras que roubam...
E, no entanto, uma coisa é fato: nunca mais nada doeu em mim como se o coração tivesse partido. Sabe aquela dor que dá vontade de arrancá-lo do peito com as mãos e o atirar longe? Essa. Nunca mais. E não sei se é por que fiquei mais forte ou se porque desiludi de vez...
Nem sempre sou quem quero ser. Nem sempre sou quem sou. Mas sempre sou eu em quem sou.
Existem coisas que não vou entender nunca, mesmo depois de muitas e muitas vidas. A mentira despropositada é uma delas... Mentir para angariar sentimentos que na verdade você não acredita merecer, pois se acreditasse não mentiria para obtê-los... Mentiras que roubam...
E, no entanto, uma coisa é fato: nunca mais nada doeu em mim como se o coração tivesse partido. Sabe aquela dor que dá vontade de arrancá-lo do peito com as mãos e o atirar longe? Essa. Nunca mais. E não sei se é por que fiquei mais forte ou se porque desiludi de vez...
13 de dezembro de 2007
"Um mar de gente"...
É isso que me faz pensar aquele mundaréu de pessoas na 25 de Março.
Poderia ser um passeio pitoresco e tinha tudo para ser por conta daquela efusiva mistura de gente. Mas no fim acaba sendo mesmo é deprimente. É triste ver os ambulantes trabalharem em absoluto sobressalto por conta do RAPA. Em questão de meia hora eles montam e desmontam suas barraquinhas de papelão no mínimo cinco vezes. E é exatamente observando essa situação que se cria a consciência de que para os filhos deste solo essa Pátria não é mãe gentil... O que fica é a sensação de que no Brasil se trama a morte da população no congresso e câmaras.
A pessoa não pode trabalhar porque não existe emprego e nem vou entrar no mérito do por que falta emprego, pois a lista de motivos correlacionados é longa e eu passaria dias escrevendo. Resumo o que quero dizer dizendo apenas que o Brasil é o país do "não pode". O cara não pode roubar por que, óbvio, é crime. Mendigar também o é, então não pode igual. Fabricar e vender produtos piratas? Crime irrefutável! Pode não! Terra para plantar e colher não tem... Então me diz: esse povo vai viver do quê? Como vai colocar comida no estômago se nada pode? Não pode ser honesto e nem pode ser bandido. Existir é que não pode e mesmo assim teimamos...
Teimamos e fazemos graça e damos risada, mesmo que não saibamos como conseguimos. Porém eles, eles que lá trabalham e lá fazem seu espetáculo a cada dia, para eles eu tiro o meu chapéu. E são absolutamente versáteis! Quando cheguei não chovia e então proliferavam as banquinhas de tudo que você imaginar: bijuterias, roupas, bonés, óculos de sol, enfeites de natal, pano de prato, bolsa, maquilagem, controle remoto,comida e bebidas. Quando sai do lugar onde almocei chovia e a única coisa que se via sendo vendido pelos ambulantes eram guarda-chuvas e capas de chuva. Juro que parecia que tinham mudado o lugar, nada lembrava o que acontecia antes da chuva.
E o povo que vai à 25 é outro espetáculo a parte. O lugar que almoçamos era pequenininho, uma casa árabe mesmo, tradicionalíssima no pedaço, e cara pra dedéu para quem acostumou pagar uma esfiha R$0,80 - lá é R$ 2,20. Porém é um lugar pequeno, o que nos "obrigou" a dividir mesa com um casal que chegou depois e no qual a moça, constatou o rapaz quando perguntou: "cadê a sacola?", já na primeira loja, esqueceu de retirar os pacotes o que obrigou o namorado a voltar lá para ver se ainda encontrava, enquanto ela se consumia em ansiedade. Começamos a conversar, já que minha irmã é imbatível no quesito simpatia, como nunca vi igual. Quando o namorado voltou trazendo triunfante as compras, ela ficou tão contente que resolveu convencê-lo a provarem o tal do Arak, aguardente árabe feita de anis. Rapaz, o troço devia ser MUITO ruim e virou motivo de risada o resto da refeição, socializando absolutamente todas as mesas em volta, enquanto a gente ria das caretas e impressões dos dois, que passaram a incentivar todos a provarem do copo deles para ver se se livravam da bebida mais depressa. Foi um almoço agradabilíssimo, mesmo que doído no bolso.
E, no entanto, nem isso ajudou a tirar esse travo amargo da alma e que me deixou entristecida o resto do dia... Fiquei pensando que se eu pudesse pedir algo de verdade para ganhar nesse Natal, eu pediria que o Brasil fosse um país para todos.
É isso que me faz pensar aquele mundaréu de pessoas na 25 de Março.
Poderia ser um passeio pitoresco e tinha tudo para ser por conta daquela efusiva mistura de gente. Mas no fim acaba sendo mesmo é deprimente. É triste ver os ambulantes trabalharem em absoluto sobressalto por conta do RAPA. Em questão de meia hora eles montam e desmontam suas barraquinhas de papelão no mínimo cinco vezes. E é exatamente observando essa situação que se cria a consciência de que para os filhos deste solo essa Pátria não é mãe gentil... O que fica é a sensação de que no Brasil se trama a morte da população no congresso e câmaras.
A pessoa não pode trabalhar porque não existe emprego e nem vou entrar no mérito do por que falta emprego, pois a lista de motivos correlacionados é longa e eu passaria dias escrevendo. Resumo o que quero dizer dizendo apenas que o Brasil é o país do "não pode". O cara não pode roubar por que, óbvio, é crime. Mendigar também o é, então não pode igual. Fabricar e vender produtos piratas? Crime irrefutável! Pode não! Terra para plantar e colher não tem... Então me diz: esse povo vai viver do quê? Como vai colocar comida no estômago se nada pode? Não pode ser honesto e nem pode ser bandido. Existir é que não pode e mesmo assim teimamos...
Teimamos e fazemos graça e damos risada, mesmo que não saibamos como conseguimos. Porém eles, eles que lá trabalham e lá fazem seu espetáculo a cada dia, para eles eu tiro o meu chapéu. E são absolutamente versáteis! Quando cheguei não chovia e então proliferavam as banquinhas de tudo que você imaginar: bijuterias, roupas, bonés, óculos de sol, enfeites de natal, pano de prato, bolsa, maquilagem, controle remoto,comida e bebidas. Quando sai do lugar onde almocei chovia e a única coisa que se via sendo vendido pelos ambulantes eram guarda-chuvas e capas de chuva. Juro que parecia que tinham mudado o lugar, nada lembrava o que acontecia antes da chuva.
E o povo que vai à 25 é outro espetáculo a parte. O lugar que almoçamos era pequenininho, uma casa árabe mesmo, tradicionalíssima no pedaço, e cara pra dedéu para quem acostumou pagar uma esfiha R$0,80 - lá é R$ 2,20. Porém é um lugar pequeno, o que nos "obrigou" a dividir mesa com um casal que chegou depois e no qual a moça, constatou o rapaz quando perguntou: "cadê a sacola?", já na primeira loja, esqueceu de retirar os pacotes o que obrigou o namorado a voltar lá para ver se ainda encontrava, enquanto ela se consumia em ansiedade. Começamos a conversar, já que minha irmã é imbatível no quesito simpatia, como nunca vi igual. Quando o namorado voltou trazendo triunfante as compras, ela ficou tão contente que resolveu convencê-lo a provarem o tal do Arak, aguardente árabe feita de anis. Rapaz, o troço devia ser MUITO ruim e virou motivo de risada o resto da refeição, socializando absolutamente todas as mesas em volta, enquanto a gente ria das caretas e impressões dos dois, que passaram a incentivar todos a provarem do copo deles para ver se se livravam da bebida mais depressa. Foi um almoço agradabilíssimo, mesmo que doído no bolso.
E, no entanto, nem isso ajudou a tirar esse travo amargo da alma e que me deixou entristecida o resto do dia... Fiquei pensando que se eu pudesse pedir algo de verdade para ganhar nesse Natal, eu pediria que o Brasil fosse um país para todos.
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