26 de setembro de 2009

24 de setembro de 2009

Minha mãe nunca disse "eu te amo" para ninguém. Nem para meu pai, nem para os filhos, sequer para a sua própria mãe. Para ela palavras "o vento leva" e o que comprova o amor são atitudes. E justifica: "seu pai vivia me dizendo "eu te amo" e, no entnato, nunca deixou de seguir atrás de um rabo-de-saia. Ao ouvir isso pensei: "foi atrás do 'eu te amo' que não ouvia em casa". A argumentação da minha mãe seria minimamente plausível, se ela fosse alguém afetivo, que transborda afeto em gestos, carinhos, mas não é. Dura com gestos, palavras e qualquer demonstração de afeto. Uma bruta mesmo. E digo isso com todo amor e respeito que lhe tenho.

Meu pai era um ser híbrido: tinha capacidade para o afeto e palavras afetivas - habilidade essa que falta à minha mãe - porém também sabia ser bruto como ninguém quando lhe interessava. Eu o vi ser afetivo com minha irmã, é por isso que sei que ele o era, não por vivência própria. Do meu pai conheci apenas a brutalidade. Para ele "eu tinha a péssima mania de me atirar nos braços das pessoas, querer beijos", desde muito nova. E se durante muitos anos me senti mal com isso, já fazem outros tantos que isso não me machuca mais. Porque um dia entendi que amor é assim mesmo: você sente, mas nunca da mesma forma, mesmo que a sociedade insista em dizer que pais devem amar seus filhos de forma igual.

Diante desse quadro restou saber o que fazer de mim, podada que fui ao longos da infância, o que me fez chegar à adolescência sem saber muito como demonstrar e dizer para as pessoas que eu gostava delas. Lembro que aos 14 anos conversei com uma amiga sobre isso, a Claudinha. Eu invejava sua espontaneidade afetiva e o resultado disso nas pessoas; pedi que me ensinasse, pois tinha certeza que não queria ser como minha mãe, nem tampouco como meu pai. O que ela me disse foi muito simples: "se você quer, faça acontecer. Beije e abrace, ande de mãos dadas mesmo com as amigas. Vai ser difícil no começo, mas um dia você vai estar fazendo isso com naturalidade". Me determinei e comecei, mas não foi fácil. Eu tinha toda uma inibição, além do olhar repreendedor dos meus pais que carregava na mente.

Aos 16 comecei terapia e um grupo de movimento que me ajudou por demais no contato físico com outras pessoas, que até por outras questões pessoais, principalmente com o masculino, era muito complicado. Foram 3 anos de treino, todas as sextas-feiras. Foi lá que o Gilberto identificou e me ajudou a desenvolver o abraço que todas as pessoas elogiam. Toda sexta-feira, terminado o grupo, a gente se despedia abraçando os demais participantes. Era um abraço real que tinha a intenção de agradecer por a pessoa ter estado no grupo e compartilhado de momentos tão íntimos e delicados, muitas vezes, nos ajudando a superar dificuldades. E o Gilberto ficava na expectativa do meu abraço e sentia tanto prazer nessa hora, que o mantinha por um bom tempo e no começo sempre dizia: "isso, se entrega! Deixa a energia vir para os braços, para o peito; isso! Agora o coração. É isso mulher! Teu abraço é especial, pois você abraça de coração aberto". Pode parecer estranho a muita gente, mas sim, eu aprendi a demonstrar afeto nos muitos anos de terapia e trabalhos corporais. Um trabalho muitas vezes árduo, pois você tem de superar toda a aversão que muitas vezes sente e a vontade de sair correndo, ou de que um buraco abra e você se enfie nele.

Sei que muitas pessoas que me vêm hoje em dia acham que minha afetividade é natural, mas não é: é fruto de muito treino e terapia; de muito choro e superação. Também entram nessa lista outras habilidades que desenvolvi e traumas que superei. Afinal não foi àtoa que fiz 15 anos de terapia. É, não foram 15 dias, nem 15 meses; FORAM 15 ANOS mesmo. Dos 16 aos 30 anos ralei muito emocionalmente para chegar onde cheguei, porque terapia não é fácil e nem indolor, embora seja bom.

O resultado prático disso tudo que escrevi acima é que, afetivamente, quero tudo. Quero palavras e gestos de amor. Não quero meio pacote; me contentar só com uma parte. Quero ouvir "eu te amo" e sentir que sou realmente amada. Quero gestos de amor, demonstrações de carinho, mimo e buquês de rosas vermelhas. Não preciso ser melada, é verdade, e nem faz meu tipo. Eu mesma não sou de melar ninguém, porém quem amo não fica sem gestos e palavras de carinho constantes. E isso porque aprendi ao longo dos anos, que não ter nunca nenhuma palavra doce, nenhum gesto carinhoso não me alimenta ou motiva a permanecer na relação. Críticas podem até ser boas, mas como tudo, em excesso, só destroem.

O mais importante é que viver meus pais foi bom. Talvez tenha vindo deles o maior aprendizado que poderei esperar nessa vida e que é justamente entender que as pessoas podem me amar sem nunca conseguirem demonstrar isso com gesto e palavras doces. E que se eu não tive alternativa com meus pais, nas minhas demais relações posso entender e aceitar que a pessoa seja assim, mas posso também escolher não conviver, pois é algo que no dia-a-dia me machuca muito.

19 de setembro de 2009

Amo, adoro, venero essa música. Essa não é a minha versão preferida dela, mas hoje é a que melhor traduz meu estado de espírito!

Que vocês tenham um sábado simplesmente m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o!

15 de setembro de 2009

É chato, muito chato

Gente, vamos falar hoje de coisas chatas? Vou contar algumas das coisas que acho chatas, muito chatas e fui cortando aos poucos da minha vida, lentamente, muito mais para evitar ferir a suscetibilidade alheia do que por qualquer outro motivo, pois por incrível que pareça, além das pessoas não sacarem que é uma postura chata, ainda se magoam por você dizer-lhes não.

É chato, muito chato quando você pede para alguém fazer algo por você só para se manter no seu conforto. Aquele copo d'água que sentado no sofá você pede para pessoa sentada ao seu lado ir buscar? Pois. Chato, muito chato. Desagradável mesmo. Principalmente por trazer implícita a crença de que você acredita que o seu descanso vale mais do que o da outra pessoa. E aqui se aplicam também todas aquelas coisas que você não faz por motivos pessoais, que pode ser até uma certa dificuldade, ou ignorância e desconhecimento de causa e transfere para as outras pessoas na forma de "pedir um favor". Se você não quer gastar seu tempo desenvolvendo uma habilidade, o que te leva a crer que pode gastar o tempo de outra pessoa com isso, mesmo que essa outra pessoa já tenha essa habilidade desenvolvida? Porque, sim, ela pode levar menos tempo na execução, mas estará deixando de dedicar-se a qualquer outra coisa do seu próprio interesse para dedicar-se a você em algo que você mesmo não está disposto a investir seu tempo, então não, né meu povo? Se esforce, peça ajuda, mas nada de querer gastar o tempo dos outros em coisas que você pode fazer por si mesmo.

Outra coisa chata, muito chata é querer enfiar suas verdade goela abaixo dos outros. Se você conta algo a alguém o está autorizando que lhe dê sua opinião, está abrindo-se ao diálogo, o que não implica na imposição de idéias por nenhuma das partes. As suas idéias são as suas idéias, porém não isso não significa que elas não possam ser ampliadas por uma visão diferente. No entanto, "ampliar" é bem diferente de querer, a qualquer custo, que o outro negue a própria percepção tomando o que você acredita como verdade absoluta e inquestionável, só porque é dita por você. Não respeitar o direito alheio de ser e ver o que bem entende é chato, muito chato. Porém também é extremamente chato contar algo esperando que o outro sempre bata palmas para tudo o que você diz e acha. Se quer unanimidade grave um vídeo ou fale na frente do espelho.

Mais uma das coisas chatas, muito chatas: mimimi constante. Minha gente: as pessoas gostam é de quem está bem, quem tem alegria e sorrisos a distribuir. Bom-humor, alegria, e boa disposição são atrativos irresistíveis e conquistam qualquer um. Toleramos um amigo em situação difícil - ou vários - porque sabemos que são momentos que passam, por circunstâncias podem até durar um pouco mais, mas passam. Se a pessoa é dada a reclamar de tudo e sempre está com problemas, de baixo astral e deprimida, não rola. Primeiro porque a pessoa está contando com compaixão e pena para atrair a atenção sobre si quando no fundo o que deseja é despertar amor. Vai não. Segundo por que o que receberá é uma espécie de esmola que, como toda caridade, tem dia de cessar e então essa pessoa vai acabar é só, uma vez que essa postura é MUITO chata. Mimimi é um ótimo repelente de gente.

Porém, contudo, todavia, portanto e porquanto também é chato, muito chato, a pessoa que quer agradar excessivamente para conquistar os outros. Alegria excessiva, bom-humor excessivo, bondade excessiva, disponibilidade excessiva cheiram à falsidade e têm efeito contrário ao desejado. Isso porque denotam uma auto-estima rebaixada. Só quem não acredita na própria autenticidade como suficiente para conquistar os outros é tão bonzinho assim. Somos todos seres sujeitos a dor-de-barriga, mal-humor, TPM e etc. Não gostamos de todas as mesmas coisas que todos à nossa volta gostam, tão pouco deixamos de ter opiniões diferentes. Ser extremamente cordato é chato por não desafiar, não ampliar possibilidades, não convidar à superação. Todos gostamos de nos superar, de desvendar aspectos desconhecidos e de evoluir e é apenas a diversidade que nos possibilita isso. Não é à toa que existe um ditado popular que diz exatamente que "toda unanimidade é burra".

Outra coisa chata, muito chata, é gente que só quer falar de si. Não, não tem desculpa. Todos queremos ouvir e sermos ouvidos e nada pior que aquela pessoa que te apressa na conversa só para poder falar de si. Falta quase dizer: "acabou? Posso voltar a falar de mim depois desses longos 15 minutos que lhe cedi"? E, geralmente, essas são as mesmas pessoas que mais reclamam que os outros só falam deles. E o fazem justamente porque estarem extremamente ligados na própria necessidade de falarem sobre si mesmos... Hã, captaram? O interesse real pelo outro é perto de zero e ele só consta mesmo como pinico, pois é óbvio que alguém assim vai desfiar um rosário de lamúrias no seu ouvido.]

Se você se identificou com alguma das alternativas - ou todas - e reclama que não tem amigos e vive só, a solução é só uma: deixe de ser chato!

12 de setembro de 2009

Eu gosto tanto do refrão dessa música... A letra é bem triste, mas o refrão é uma forma tão bonita de dizer: eu te amo. Talvez porque amo Girassol... Enfim, adoro essa música:

O Girassol
IRA!
Composição: Edgard Scandurra

Eu tento me erguer
Às próprias custas
E caio sempre nos seus braços
Um pobre diabo é o que sou...

Um girassol sem sol
Um navio sem direção
Apenas a lembrança
Do seu sermão...

Você é meu sol
Um metro e sessenta e cinco
De sol
E quase o ano inteiro
Os dias foram noites
Noites para mim...

Meu sorriso se foi
Minha canção também
Eu jurei por Deus
Não morrer por amor
E continuar a viver...

Como eu sou um girassol
Você é meu sol...(3x)

Eu tento me erguer
Às próprias custas
E caio sempre nos seus braços
Um pobre diabo é o que sou...

Um girassol sem sol
Um navio sem direção
Apenas a lembrança
Do seu sermão...

Morro de amor
E vivo por aí
Nenhum santo
Tem pena de mim...

Sou agora
Um frágil cristal
Um pobre diabo
Que não sabe esquecer
Que não sabe esquecer...

Como eu sou um girassol
Você é meu sol...(4x)

Não sou perigosa quando estou com ódio, raiva, irritada, triste, magoada, com inveja ou qualquer outro sentimento negativo.

Sou perigosa quando me canso.

E eu cansei.

8 de setembro de 2009

Outro dia analisando com uma amiga o porque de eu ter tanto amigo gay, a conclusão foi que se não é assim, eu acabava me enrolando com o cabra. Duas semanas depois, conversando com Guilherme Bracco sobre uma terceira pessoa, ele lasca:

- Minha "fílea", homem que se aproxima de você, só duas possibilidades: ou é gay, ou quer te comer.

Olhei para ele com os olhos arregalados pelo mais genuíno espanto:

- Meu Deus! Eu bem cheguei a essa conclusão dias atrás!!! Você já sabia disso há quanto tempo?

- Eu? Há anos, muitos anos!

- E porque nunca me disse?

- E eu lá sabia que você não sabia?

- Pois! Mas não sabia! Só descobri isso há duas semanas!!!

É, sou lenta para algumas fichas... Mas é muito bom saber que mais alguém percebe as mesmas coisas que a gente né? Sinal que não estou vendo demais, nem tão pouco me superestimando.

7 de setembro de 2009

Reclamaram que esse blog anda chato de um tempo para cá e como a reclamação, embora indireta partiu de alguém de quem eu gosto bastante, vou me esforçar pra falar menos da Lei da atração e mais das coisas da minha vida, ou das minhas impressões sobre ela.

Para (re)começar vou contar que o ex que ligava bêbado (Oi Rê! rs), ligou sóbrio dessa vez. E eu bem achei que a gente seria poupado de, mais uma vez, conversar sobre o porque não vamos ficar juntos e casar, como ele insiste em dizer que será nosso destino. Mas teve jeito não e a conversa embora divertida, descambou para o "a gente".

Foi bom porque, sóbrio, provavelmente ele lembra de tudo depois e acho que, então, foi mesmo a última vez que falamos disso. Ruim porque desde então ele não fala mais comigo pelo MSN ou Orkut. É, nunca é bom ouvir que não vai rolar. Ouvir que a pessoa que você acha que mais combina com você no mundo, tem certeza que ela combina é com outro.

E a conversa ainda teve umas revanches da minha parte, digamos assim, pois há 3 anos atrás, eu, num momento de carência absoluta pensei: "será que não sou louca em deixar esse homem passar? Acho que nunca vou encontrar outro alguém que me ame como ele ama, pois taí um cabra insistente, melhor tentar ser feliz com ele, quem sabe com o tempo também não venha a amá-lo profundamente?" e então, aceitei tentar de novo. Combinamos de nos encontrar no dia seguinte e ele simplesmente ligou desmarcando as 8:00 hrs da manhã, aliás como já tinha feito outras vezes, só que nessas eram apenas encontros comuns. Quando ligou duas semanas depois, a conversa foi diferente e ele confessou que tinha certeza que eu o faria sofrer um monte novamente e por isso acabava não se aproximando. No fundo ele sempre soube que nunca correspondi ao seu amor como deveria ser.

Então, no meio da conversa, enchi mesmo a boca para dizer que ele se fodeu, pois a última chance que teve jogou pela janela. Nunca disse que sou santa né? Ele ainda argumentou que não veio porque não acreditou em mim, pois não viu meus olhos, meu jeito dizendo que a gente ia ficar junto e teve de ouvir de volta que não viu porque ele não compareceu ao compromisso marcado comigo, se tivesse vindo, se não fosse um bundão, teria visto. Ele foi obrigado a admitir e ficar quieto.

Também expliquei pela milésima vez que não pretendia acabar o namoro, pois embora eu não fosse absolutamente maluca por ele, eu gostava dele e do nosso namoro. Porém ele se tornou tão ciumento e implicante, que quando recomeçou a discussão de sempre pois não íamos ficar os dois trancados no quarto dele que era o que ele queria, vi que ele jamais ia cumprir a promessa de parar de brigar por bobagens e resolvi terminar. Assim, questão de 5 minutos entre decidir e fazer.

Essa não é uma conversa fácil de ter nem para mim que, supostamente, estava na posição mais confortável, até mesmo porque não tem como não ficar embevecida pelas coisas que ele fala e lembra a meu respeito. Coisas que eu, por dar menos importância, esqueci; como algumas situações nas quais transamos porque eu provoquei e os momentos ou lugares não eram, digamos assim, totalmente adequados. O ego fica todo pirilampo quando você escuta o cabra dizendo que gostaria de ir para cama com você de novo e os motivos pelo qual ele quer isso. Mas é vaidade né? Vaidade pura. Você sabe que ama outra pessoa e tem por aquela um carinho tão grande que é melhor não fazer isso com ninguém, muito menos consigo mesma. Eu não posso impedir que ele seja apaixonado por mim, nem que ele ligue para me dizer isso, porém tenho o dever de não deixar ele se iludir quanto a gente ter alguma chance. Agora não temos mais.

Também fui sincera em dizer que foi melhor mesmo a gente não ter casado, pois eu teria largado dele se um dia o outro aparecesse separado e me querendo, e ai foi a gente rir, quando a ficha dele caiu e ele acabou dizendo que é sorte dele então ser bundão em relação à mim... Porém não é isso. Se eu tivesse casado com ele, acho que o outro não ia retornar para a minha vida nesse momento, mesmo porque eu não permitiria isso. No entanto, hoje tenho consciência da minha incapacidade de amar plenamente outro homem que não seja o meu e, então, prefiro não entrar numa relação onde sei que não posso oferecer o que a pessoa merece receber: a possibilidade de vir a ser amado plenamente.

Como o ex lê esse blog, o intento aqui é dizer-lhe mais uma vez que ele sempre terá um capítulo muito especial na minha história. Que tem uma coisa que como homem, até hoje, só ele me fez entender e que é o significado de se fazer "amor" e que isso jamais vou esquecer. E que é em nome disso que prefiro manter a distância e o respeito que sempre tive por ele. A gente pode se encontrar, mas será apenas como amigos e eu vou esperar o tempo que ele precisar pra fazer isso de forma confortável para ele.

5 de setembro de 2009

É fato que muito ainda existe em mim para aprender, porém não posso negar que as transformações que já me ocorreram até o presente momento em função do aprofundamento na prática dos princípios da "Lei da Atração" trouxeram-me resultados que, espero, perdurem minimamente por toda essa vida.

A semana poderia não ter sido nada fácil com gastos inesperados e mais um HD perdido, porém como mantive firme o propósito de me manter no bem-estar, foi cômodo lidar com todas as questões, pois o coração em nenhum momento ficou perturbado. É claro que a mente deu lá uma ou duas cutucadas, mas está cada vez mais fácil dizer-lhe: "se aquiete, pois isso é facilmente resolvido, e se não é, se inquietar por que mesmo"?

Não creio que tenha virado uma pessoa absolutamente zen, sequer sei se um dia chegarei a esse estado - "será que alguém é absolutamente zen nesse mundo"? Mas é fato que me sinto muito mais lúcida ao observar as circunstâncias e seus contextos, menos dramática e isso faz com que eu sofra menos, bem menos, quase nada.

Quando o sofrimento bate à porta, tenho procurado praticar o perdão. Isso mesmo; sento-me, respiro fundo e dano a perdoar a mim e aos outros, até mesmo circunstâncias e fatos da vida, até que me sinta bem novamente, minimamente em paz.

Algumas coisas e pessoas têm o poder de mexer negativamente comigo ainda. Assim como fatos e circunstâncias. Porém meu trabalho pessoal é para que isso chegue ao mínimo possível. E isso porque concordo plenamente com algumas das coisas que tenho lido, a principal delas: "não adianta querermos um mundo melhor se a energia que oferecemos ao nosso mundo é a da tristeza, revolta, insatisfação. Só contribuímos positivamente para algo se oferecermos alegria, paz amor e equilíbrio".

Outra noção que venho desenvolvendo - e da qual gosto muito, embora seja muito difícil - é aquela que surge da percepção de que o mundo abriga mesmo todos os valores e jeitos de ser e que é assim porque é assim que a gente consegue saber o que quer e a reconhecer do que é feito a nossa essência: pelo contraste. Nunca houve, e parece-me, nunca existirá mesmo um mundo completamente pacífico porque unificado no sentido de todos acreditarem numa coisa só, ou numa única forma de se viver. Tenho me observado profundamente no sentido de tomar ciência do quão arrogante sou quando acredito que todas as pessoas deveriam viver da forma como acho certo. Primeiro porque sou apenas uma pessoa que vive mínimas possibilidades dentro do contexto de possibilidades que esse mundo aloca, portanto sou beeeeeeeeeem pequena e insignificante diante do todo, mesmo sabendo que sou essencial e imprescindível ao mesmo e segundo porque esse mundo abriga infinitas possibilidades mesmo; já pensou então em quantas são as possibilidades existenciais disponíveis do Universo?

Começo a pensar que a paz em todos os graus e âmbitos, desde o pessoal até a mundial, passa simplesmente pelo respeito por si mesmo e pelo próximo com a sua peculiar e individual maneira de ser. Eu posso discordar dela quando me colocando naquela situação e respondo emocionalmente à mesma com mal-estar, o que significa que esta não faz parte do meu repertório energético e evolutivo no momento, porém não posso dizer que seja errado se a pessoa vive bem da forma como vive.

Não, não é fácil, a gente tropeça todos os dias na nossa vontade de que tudo fosse como a gente acha que devia, mas mesmo assim é um exercício gratificante.

31 de agosto de 2009

28 de agosto de 2009

Agora vou falar sobre a ação na Lei da Atração, como prometi no começo da semana. Muita gente que assistiu "O Segredo" tem a impressão, pois o filme leva a isso, que basta desejar e tudo o que você deseja começa a cair no seu colo, não exigindo de você nenhuma ação. Essa é uma das maiores inverdades sobre o princípio dessa Lei.

Não sei se algum dia as coisas chegam a ser assim, completamente mágicas, mas sei que, sim, em alguns momentos você se diverte muito vendo-as simplesmente se materializarem na sua frente, porque você desejou algo e se alinhou perfeitamente com aquele desejo sem oferecer-lhe nenhuma resistência. À princípio, isso acontece muito com pequenas coisas, como o desejo de comer algo, ou ir a algum para lugar se divertir. Sábado, por exemplo, me deu vontade de comer esfiha do Habib's, mas deixei para lá, nem lembro porque, depois de entrar no site. Ah! os preços anunciados diferiam e muito com os cobrados no pedido... Enfim, acabei não fazendo a compra e comi outra coisa que tinha por aqui, mas a vontade ficou ali. Ontem quando chego em casa do trabalho, vejo que minha prima tinha comprado esfihas. Quais? Do Habib's! E sorri dela contando como foi o processo de decisão pelo que comprar até que de repente "teve a idéia" de serem as esfihas do Habib's. Digo eu que ela não teve nenhuma idéia, mas sim que captou aquilo que eu já havia deixado pairando por aqui...

Mas isso serve de começo para a gente entender o que acontece quando se coloca em prática a Lei da Atração, pois é isso que ela faz: nos inspira - e às outras pessoas pela Lei da influência - a termos - ou terem, já que ninguém vive só - as ações corretas que levarão à satisfação dos desejos, que sempre vão ser comuns a alguns, embora não a todos. Vejam: eu não influenciei o livre-arbítrio da minha prima. Foi ela quem chegando do trabalho sentiu vontade de comer algo e pensando em alternativas para escolher, captou o meu de esfihas e, consentindo com ele, fez o pedido.

Assim é para todas as coisas que você deseja. Porém, quando são coisas mais amplas e complexas, muitas vezes é preciso cuidar do alinhamento do sentimento antes, eliminando os senões e crenças negativas que existem em nós. É só depois de feito isso que as coisas começam a acontecer. Portanto, algumas coisas levam um tempo de amadurecimento para se concretizarem.

Quando acontece o alinhamento e você fica ali mentalizando o que quer, na forma como quer, "sonhando acordado" com aquilo, chegam até você inspirações referentes àquele assunto. Ações, atitudes, conversas, informações que quando você vê, concretizam de forma mais rápida aquilo que, muitas vezes, pra outras pessoas parece mais difícil e exige muito mais esforço da parte delas.

Agir sempre será necessário, pois é da condição do nosso mundo, porém a qualidade e quantidade de ação a serem feitas pode e são plenamente influenciadas pela magnetização do desejo que vai, no astral, se ligando a outros desejos semelhantes e inter-dependentes e, desta forma, criando o caminho necessário para a sua manifestação.

25 de agosto de 2009

Trecho do Livro de Catherine Ponder "Leis Dinâmicas da Prosperidade"


Você Não Consegue Nada De Graça


"Concordo com Emerson de que já é tempo de se salientar que a lei da compensação é a lei fundamental da vida. Prefiro considerar essa lei para a prosperidade como sendo de radiação e atração: o que você irradia em seus pensamentos, sentimentos, imagens e palavras, você atrai para a sua vida e os seus negócios. Mas você não consegue nada de graça.

A razão pela qual ainda existe miséria neste universo de exuberante abundância é que muita gente não entendeu esta lei fundamental da vida; ainda não compreendeu que precisa irradiar, a fim de atrair, e que o que irradiamos, invariavelmente, atraímos. Hoje em dia, a maioria das pessoas ainda tem que aprender que não se pode conseguir nada de graça, mas sim tem que dar antes de receber, ou tem que semear antes de colher. Quando, em termos de prosperidade, não se dá ou não se semeia, não se entra em contato com a exuberante abundância divina e, portanto, não há meios de comunicação, através dos quais a rica e ilimitada essência do universo possa jorrar suas riquezas em abundância".


Aqui o livro em formato word (office 2007): Leis Dinâmicas da Prosperidade

24 de agosto de 2009

Tenho ou tive amigos que idolatravam uns deuses estranhos.

Um desses deuses - na verdade são deusas - é a depressão. Conheço quem a chamasse de "grande dama" e a atendesse como se seu "chamado" fosse o ecoar irresistível do canto da sereia, que nos impede de resistir obrigando-nos a nos atirarmos em seus braços até sermos engolidos por ela.

A outra deusa que vejo ser cultuada é a carência, embora nesse caso as pessoas não percebam que estão transformando uma sensação, sentimento, em entidade diante da qual se tornam impotentes e que acabam por venerar. A carência gera a depressão e no fim das contas, as pessoas se curvam diante a própria incapacidade de se darem prazer. E isso tudo é culpa de papai Freud e da filosofia que incutiram em nós a crença de que somos impotentes diante dos nossos estados psíquicos e emocionais. Mas até a página 5 que é aquela onde profissionais de ambas correntes filosóficas - rá! - são aptos e instrumentalizados para o ajudar a dominá-las e fazer com que você tenha uma vida mais prazerosa e feliz. Retroalimentação é isso minha gente!

Interessante é perceber que o que as pessoas deprimidas, melancólicas e cronicamente carentes não conseguem perceber, é que em alimentando esses estados de espírito que geram um campo energético, afastam de si justamente o que dizem ser o seu desejo maior de possuir e que em não possuindo, causam-lhe carência e consequente depressão: o outro.

Por que podemos dizer o que quisermos, justificarmo-nos através das teorias mais lógicas que nosso ego for capaz de criar, porém a verdade incontestável é que energias negativas criam um campo energético ao nosso redor que afastam as pessoas. É, por que nem adianta fazer tipo né? Se fazer de alegre e de bem com a vida sem ser, pois o inconsciente alheio capta a energia verdadeira que lhe causa um desconforto que acaba por afastá-lo, mesmo que a pessoa não consiga nomear com precisão o porquê. Ninguém quer ficar ao lado de alguém crônica e eternamente deprimido, melancólico e que reclama de tudo. Ninguém, nem quem é assim. Prova é é que essas pessoas quando idealizam alguém para si não imaginam um melancólico, depressivo e adepto do "mimimi", mas sim alguém de bem com a vida, alegre, capaz de lhe trazer o bem-estar que ela mesmo não consegue se dar. Mais: quem cultiva e se apega a esses estados de espírito acha que está desejando amor e, no entanto, apenas está contando com a caridade alheia. Com a capacidade do outro em sentir compaixão e empatia por esse jeito todo tristinho de ser. Porém a realidade é o que essas pessoas vêm no seu cotidiano: não rola; e então está estabelecido um ciclo vicioso e viciado que elas se sentem impotentes em mudar. E nem preciso falar sobre a bobagem que é esperar do outro o que só a gente mesmo é capaz de se dar, pois somos os únicos com aptidão para saber o que, de fato, nos faz feliz. Já escrevi sobre isso mais de uma vez aqui.

Desde que comecei a estudar a Lei da Atração, me intrigava - embora eu compreenda e aceite plenamente que tudo aquilo sob o que colocamos nossos foco se materializa em nossas vidas - a explicação de que nossos fracassos em atrairmos o que desejamos se deve - 100% das vezes - ao fato de colocarmos o foco na falta, mesmo quando juramos de pés juntos que ele está na abundância. Olhava para essas pessoas que conheço e sei que algumas conhecem o princípio da Lei da Atração e, portanto, faziam exercícios de imaginação ativa, onde se imaginavam tendo alguém com quem compartilhar a vida, porém sem conseguir transformar isso em verdade. Onde é que eles erravam? Onde eu errava?

Foi só quando comecei a ler "O Universo Conspira a seu Favor" que finalmente entendi o que é estar com o foco na falta: é achar toda e qualquer justificativa para se querer algo. Toda vez que você se diz que quer algo por essa ou aquela razão, na verdade está colocando o foco do desejo na falta e não na presença daquilo na sua vida, portanto, na manifestação da abundância do Universo.

Qualquer motivo, justificativa, por mais lógica e justa que seja, será sempre um desejo focado na falta. E isso porque somos seres que nascem com três objetivos e direitos adquiridos e irrevogáveis: o de sermos livres; o de sermos felizes e o de evoluirmos. Todas as nossas ações, sentimentos e pensamentos se voltam, por fim, para atender essas três necessidades básicas a qualquer ser humano vivente neste planeta. O objetivo primeiro e único de nascermos. A nossa missão, para aqueles que acham que devemos ter uma para termos aparecido nesse mundo, é vivermos de forma que o nosso bem-estar seja constante. Sei que já disse isso aqui em outros posts, mas eu ainda não entendia que a única justificativa que nos mantém alinhados com A FONTE e nos torna capazes de receber tudo aquilo que Ela tem guardado para nós é o famoso: porque sim!

Todos os meus desejos se justificam nos meu direito a eles e no fato de que vivê-los vai me acrescentar experiência e resultar em expansão. Traduzindo, desejar com o foco certo é por exemplo dizer-se: "quero relacionamentos felizes porque me sinto bem quando estou recebendo a atenção de alguém especial, tanto quanto quando estou dando minha atenção a alguém especial. Gosto da sensação de alegria que isso me traz, do quentinho no coração e da experiência de compartilhar minha vida com alguém. Gosto dos carinhos e da cumplicidade que existe entre um casal; de aprender a conciliar desejos. De ter alguém para andar de mãos dadas na rua e dormir de conchinha".

Percebe que em momento algum essa afirmação é uma justificativa e, portanto, não se foca na ausência de um amor? Não fala de carência e não menciona tristeza? Ela poderia se resumir apenas a: "quero viver um amor porque me sinto bem fazendo isso e adoro tudo o que ele acrescenta à minha vida". E isso pode ser afirmado e será verdade absoluta para qualquer aspecto das nossas vidas.

"Quero uma casa, pois adoro todas as experiências que concretizar esse desejo me trarão". Ou ainda: "quero uma casa, pois adoro poder criar um espaço onde tudo refletirá a minha filosofia de vida e onde posso fazer com que a harmonia, a alegria e a paz prevaleçam. Onde o trabalho em mantê-la e conservá-la vai me ensinar, com prazer, muitas coisas sobre mim mesma e sobre a vida. Onde poderei receber amigos exercendo meus gostos e habilidades pessoais e com muita alegria". Deu para perceber a diferença de se pensar que se quer uma casa porque todo mundo precisa ter seu canto, porque as pessoas com as quais se mora atualmente adoram cultivar os aspectos negativos e discussões, ou não respeitam o seu espaço individual? Por mais que essas justificativas sejam lógicas e reflitam a uma realidade atual, a única coisa que vão fazer é atrair mais dessa realidade para as nossas vidas, ou seja, fazer com que tudo permaneça exatamente como é.

Quando você entende e começa a focar sua energia apenas no "porque sim", nos motivos que realmente te fazem sentir bem vivenciando algo, o Universo começa a emitir sinais de que está concretizando seus desejos. Eu, por exemplo, ultimamente só ganho presentes para casa e de pessoas que sequer sabem que sonho em ter meu cantinho em breve.

E isso não significa ou implica que as coisas cairão nos nossos colos. Muita gente acha isso sobre a Lei da Atração né? Mas estão redondamente enganados! Essa delimitação do desejo e alinhamento emocional com o bem-estar feito antes de se começar a agir, implica apenas em se estar alinhado com A FONTE (Deus), o que fará com que se seja inspirado por Ele a fazer apenas as coisas certas para atingirmos nossos objetivo, sem desperdiçarmos tempo, energia, ou sofrermos desilusões no percurso.

Mas sobre isso eu falo um outro dia.
Hoje estou disponibilizando os links com os àudios do Gasparetto novamente e procurei um site que me desse mais que os 30 dias do Rapideshare. Achei o Megaupload, que â princípio me dá 90 dias com o arquivo on-line.

Se alguém não conseguir baixar, por favor, avisem no comentário tá?

Áudios do Gasparetto:

- A verdadeira arte de ser forte.
- Se deixe em paz.
- O teu melhor te protege
- Altos e baixos.
- Sem medo de errar.
- A conquista da luz.
- A força da palavra.
- A verdadeira espiritualidade - Parte 1 e Parte 2
- As armadilhas do coração - Parte 1 e Parte 2.
- Poder pessoal - Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10.
- S.O.S, Dinheiro
- O ego - Partes 1 e 2.

Áudios da Louise Hay

- Meditação para a saúde do corpo e da mente - Partes 1, 2, 3, 4, 5, e 6.

- Meditação para a manhã.

Vídeo Gasparetto

- O mundo das Amebas - Partes 1,2,3,4,e 5.
Semana passada escutei um áudio do Gasparetto no qual ele ensinava um exercício para desobstruir os nossos caminhos energéticos através de um mantra muito simples que você se repete antes de dormir, pois ai está num estado de semi-hipnose e tem acesso mais fácil ao seu inconsciente.

O mantra é: "Tudo é fácil para mim".

Ele vem combater as crenças profundamente arraigadas de que a vida é difícil, que você tem de sofrer muito e se empenhar muito mesmo para conseguir as mínimas coisas da sua vida. Resumindo: que aos reinos dos céus só tem acesso os pobres e sofredores.

Fiz o exercício relaxando, respirando e repetindo esse mantra até adormecer e, caracas! Vocês nem imaginas a qualidade de sonhos que tive. Perseguições mil, tudo muito, muito difícil de conseguir, muita ansiedade, medo e angústia devido a milhares de detalhes a serem superados. E era daqueles sonhos que você acorda para ir ao banheiro e volta a dormir voltando para o mesmo sonho! E isso por três noites seguidas. E eu acordava exausta, com dor no peito, porém determinada a ir até o fim. No fim da terceira noite, estou num perrengue danado no sonho, quando escuto uma voz de mulher (a minha) dizer: "CHEGA! Tudo isso são ilusões. As coisas realmente são fáceis e acontecem com facilidade". e acordei logo depois, surpresa, mas me sentindo tranquila pela primeira vez. Essa noite foi de sonhos absolutamente tranquilos, embora eu tivesse feito o exercício como nas demais noites. Ainda os seguirei fazendo por mais alguns dias.

Ai ontem uma amiga veio almoçar aqui e depois do almoço eu estava lhe contando sobre minhas impressões com esse processo e ela disse uma coisa bem bacana, que reflete mesmo a realidade. Ela não foi criada em nenhum tipo de religião, então nunca acreditou que para merecer algo tivesse de sofrer, de subir escadarias de joelho, que carregasse um pecado original pelo qual tivesse de pagar em sofrimentos e penitência. Também nunca se sentiu inferior a nada e nem que tivesse um Deus superior, exigente e carrasco. E fato é que por conta de não acreditar nessas coisas a vida dela se traduz em que tudo o que ela quer vem de forma fácil. Ela realmente tem uma vida fácil.

E aqui vamos falar um pouco sobre o fácil, pois no mesmo áudio O Gasparetto chama nossa atenção para um detalhe que era um engano que eu cometia e que, aposto, a maioria de nós comete. Fácil não quer dizer rápido. Somos nós que criamos essa associação de que tudo só é fácil se chega até nós sem causar nenhuma espera, porém isso não é verdade. As coisas têm o seu tempo de acontecerem, o próprio ritmo. Um exemplo é que uma semente posta na terra para germinar o faz de maneira fácil, sem impedimentos, porém tem o seu próprio tempo de execução do projeto para o qual foi predestinada. Até chegar no estágio de broto, e dai até chegar no de ser uma planta capaz de gerar flores e frutos existe um tempo que é respeitado e acontece sem que haja entraves. Uma criança que tenha todos os recursos para desenvolver-se livremente até a fase adulta - portanto de maneira fácil - irá levar uma determinada quantidade de tempo para atingir as condições que a classificarão enquanto tal. Ela pode e provavelmente se desenvolverá um pouco mais e melhor e até mais rápido do que uma que não tem, mas em média, ambas levarão o mesmo tempo, só que com resultados diferentes.

Então, reafirmando: ser fácil não significa ser rápido. Significa, sim, travar uma relação sem entraves energéticos com o que se quer e respeitando o tempo de germinação e desenvolvimento que os processos possuem.

Uma outra sugestão do áudio é que você pegue uma coisa na qual você realmente tenha facilidade e transfira para aquelas nas quais você não tem. Por exemplo: você tem muita facilidade em atrair pessoas e fazer amigos, porém não tem em atrair dinheiro. Imagine que o dinheiro são pessoas e que, portanto, você tem para com ele a mesma facilidade que tem com pessoas. Isso vale para todos os aspectos que você deseja trabalhar em si, desde relacionamentos, até saúde.

O processo de imaginação ativa é bom por despertar os sentimentos que se alinharão com A FONTE e assim garantirão a realização dos seus desejos.

E sobre desejos vou falar a seguir, num post em separado, pois é um assunto que merece destaque especial.

20 de agosto de 2009

O Universo é bem objetivo. Acabo de chegar de um encontro com amigos, dentre eles com um que conheço há seis anos pela Internet e telefone, mas que pessoalmente só nos encontramos agora, pois ele mora fora de São Paulo, numa cidade de Minas Gerais.

A certa altura, sentados lado a lado na mesa do bar, ele diz:

- Antes de chegar aqui, fiquei me perguntando como seria minha reação diante de você. Será que haveria estranheza? Será que descobriria uma pessoa completamente diferente? Um certo nervosismo me acometeu. Mas nos primeiros minutos já constatei que não. Estar com você é realmente estar com alguém que conheço há anos, você é exatamente como sempre te vi ser pela internet e telefone.

Em quinze dias ele foi a terceira pessoa a me dizer isso. É, escutei isso de três pessoas que conhecia apenas pela telinha e que finalmente encontrei pessoalmente. Gratificante e tranquilizante.

E o engraçado é que no caso desse amigo, nos conhecemos comigo fazendo uma crítica feroz aos textos dele num site de literatura. Algo do que, confesso, tinha uma certa vergonha. Eu e meus dedos vorazes e ferozes. Porém hoje, qnd encinou esse fato para contar às demais pessoas presentes como nos conhecemos, ele diz que, na verdade, eu o libertei. Bem aquilo sabe? O que ele mais temia era receber uma crítica como a que fiz, mas depois de recebê-la, resolveu escrever realmente da forma como queria, mas se continha. Hoje ele é um dos poetas que mais gosto. Muito, muito bom mesmo.

E minha constatação final é a mesma que disse-lhe em algum momento a mesa: há muito descobri que não perco nada por ser autêntica.